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Experiente, Renato Augusto não escolhe posição no meio-campo da Seleção Brasileira

Meia concedeu entrevista coletiva nesta terça-feira (2) e ressaltou não ter preferência por posição em campo

Renato Augusto foi chamado de última hora para compor o elenco brasileiro que vai em busca da medalha de ouro, o jogador, que entrou na vaga e Douglas Costa cortado por conta de uma lesão, se mostrou um verdadeiro coringa no meio-campo da Seleção principal e sabe que poderá desempenhar o mesmo papel durante os Jogos.

Nesta terça-feira (2), Renato Augusto concedeu entrevista coletiva, em Brasília, onde a Seleção se prepara para estreia na próxima quinta (4), contra a África do Sul. O jogador destacou exatamente o fato de poder jogar em várias funções no meio-campo.

“Por eu fazer muitas funções, para mim não muda. Se eu tiver oportunidade de jogar com o Rafinha, posso ir mais à frente. O Felipe é mais agudo, eu teria que ficar um pouco mais. Não tenho preferência, varia com o que o jogo pede no momento.”

FAVORITISMO BRASILEIRO

“A seleção brasileira sempre entra com certo favoritismo, mas quando começa o jogo são 11 contra 11, temos que fazer nosso jogo, fazer valer nosso favoritismo, jogar bem e trazer o torcedor para o nosso lado.”


(Foto: Lucas Figueiredo / MoWa Press)

UM RENATO MAIS EXPERIENTE

“Você começa a ter uma obediência tática diferente, enxergar o jogo de outra forma. Mais novo eu pensava individualmente, drible e arriscar um pouco mais. Hoje jogo mais recuado, tenho outra visão do jogo. Claro que tenho minha responsabilidade de ser um dos mais velhos, procuro conversar e ajudar fora de campo porque é uma seleção com muita qualidade, jogadores acima da média.”

LISTA MAIOR QUE 18

“Sou a favor de ter mais jogadores (são 18 na Olimpíada), o treinador tem que ter mais opções. É uma situação complicada. Estarei à disposição onde ele precisar, mais à frente, mais atrás, sei fazer a maioria das funções de meio e até mesmo na frente.”

ENTROSAMENTO COM O GRUPO

“Alguns jogadores eu já conhecia, outros estavam na Copa América, é mais fácil a adaptação. Eu me adapto facilmente ao grupo, aproveitei o máximo para conversar, a resenha tradicional do futebol. Hoje estou totalmente adaptado. Quanto à conversa, falamos mais da parte tática, não tem nada conversado sobre quem vai sair jogando.”


(Foto: Lucas Figueiredo / MoWa Press)

IMPORTÂNCIA DE NEYMAR

“O Neymar sabe da responsabilidade dele, do nível que atingiu no futebol, não é só um ídolo para o torcedor, dentro do grupo é um espelho, ele tem ciência disso. Sem dúvida será um cara muito importante em campo e fora também, por termos jogadores muito jovens.”

DE OLHO NOS TREINOS A DISTÃNCIA

“Eu mantive sempre contato pela internet, via os treinos, não é a mesma coisa de estar no treino, mas eu tinha uma noção do que ele queria taticamente. Quando cheguei, ele me explicou como gosta, como quer, como vê o jogo taticamente, variações de saídas de bola, ataque e movimentação.”


(Foto: Getty Images)

ADVERSÁRIO DA ESTREIA

“Africanos são jogadores fortes, rápidos, principalmente esse cuidado de contra-ataque. Quando estamos com a bola eles já apertam na frente. Temos que pensar muito no nosso jogo, em como iremos passar pela defesa adversária.”

PREPARAÇÃO NA CHINA

“Eu investi em mim, levei um profissional para fazer um trabalho específico, fisicamente. O futebol virou um jogo muito físico. Tecnicamente o Campeonato Chinês não será igual ao Alemão, mas tem evoluído bastante com os jogadores que vão. Mas meu jogo é muito físico, procuro estar muito bem para corresponder, foi o que eu fiz até agora na Seleção.”


(Foto: Lucas Figueiredo / MoWa Press)

APOIO DO TORCEDOR

“Tudo conta, é claro que o torcedor quer chegar um pouco mais perto, saber o que se passa com jogadores como Neymar, Gabriel, é natural que eles tragam esse calor, e é legal para a gente receber esse calor do torcedor. Hoje nossa grande diferença pode ser o torcedor, com o apoio deles seremos ainda mais fortes.”

TÍTULO EM CASA

“O Rafinha também fala um carioquês, a gente passa batido. É um sonho, a possibilidade única na minha carreira poder disputar um título olímpico, que a seleção ainda não tem, no Maracanã, do lado da minha casa. É um sonho que quero realizar, estou fazendo de tudo para realizar.”


(Foto: Lucas Figueiredo / MoWa Press)

ATACANTE NA CHINA

“Já joguei de tudo na China: aberto, de centroavante, meia, mas nos últimos jogos venho jogando de segundo volante ao lado do Ralf. Estou me sentindo bem. Cada treinador tem seu método, tenho gostado bastante do pensamento do Micale, é um cara de alto nível, acho que pelo trabalho que vem sendo feito estamos prontos para conquistar.”

BANCO DE RESERVAS

“É uma coisa natural, cada um buscando seu espaço com respeito mútuo, natural. Às vezes o cara começa uma competição no banco, termina como titular e pode decidir um jogo. Importante é o grupo todo estar unido para remar para o mesmo objetivo.”

LIGAÇÃO COM O MARACANÃ

“Eu gostava tanto de ir a jogo que nem era o Flamengo e eu ia. Os ingressos eram mais baratos, isso tudo ajudava. Para ir ao colégio eu pegava ônibus, passava em frente ao Maracanã, ficava olhando e pensando que iria me dar bem ali. Conquistei títulos com o Flamengo, mas ganhar com a seleção seria um sonho.”


Fonte: Goal.com

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