Últimas

Hala Madrid: Doce rotina

“Reza a lenda, amparada pela história, que o Madrid não apenas joga finais, ele as ganha. Sergio Ramos leva isso tatuado na alma. E segue empenhado em fazer dessa frase uma verd…



GOAL Por Paulo Madrid


Certamente estamos testemunhando a trajetória de um dos maiores jogadores da história do Real Madrid. Tecnicamente, Sergio Ramos é um zagueiraço, um dos melhores — senão o melhor — de seu tempo. Além disso, personifica os valores do madridismo dentro de campo, como só os verdadeiros capitães foram capazes de fazer. Esbanja caráter, carisma, liderança, lealdade. Respeita e entende o escudo que já leva não só na camisa, mas também no coração. De quebra, tem uma predisposição impressionante para se tornar herói. Quanto mais próxima a derrota parecer, mais letal o nosso capitão será.

É claro que a Supercopa da Europa por si só não tem tamanho para alçar um jogador a esse status. Mas, pela forma como foi conquistada, acaba contribuindo para fortalecer ainda um pouco mais a aura de um ídolo irrepetível, já antes consagrado por 11 anos de excelentes serviços prestados, com gol de La Décima e La Undécima incluídos.

Nem tudo são flores. Ainda restam taças muito mais importantes e mais complicadas para ganhar, é fundamental manter os pés no chão. A atuação merengue em Trondheim não foi boa. É claro que, até certo ponto, há que se relativizar isso. O contexto é de pré-temporada e de ausência de cinco titulares. Os jogadores ainda estão longe da sua melhor condição física e não há time no mundo que não se ressinta diante de tantos desfalques, por melhor que seja o elenco. Nesse caso, a força do grupo se atesta pela manutenção das vitórias e não da qualidade.



Asensio (28) brilhou em sua estreia pelo Real (Foto: Getty Images)

GOALVEJA TAMBÉM: GOAL
O passado condena Marco? | Real: James de saída | Mais FUT ESPANHOL


A má atuação de terça, em si, não preocupa. A postura em campo, sim. Jogando bem ou mal, completo ou não, o Madrid tinha obrigação de assumir o protagonismo, propor o jogo, exercendo o papel naturalmente esperado do maior time do confronto. Mas o que se viu na Noruega foi um marcante domínio do Sevilla, que teve muito mais posse de bola e iniciativa. Os madridistas se fecharam na defesa e dependeram de contragolpes. Em um deles, Asensio acertou um chute INDECENTE e abriu o placar. No segundo tempo, os merengues sentiram mais o aspecto físico que os adversários. Faltou força para puxar contra-ataques e apareceram espaços na defesa. A equipe tomou a virada e se viu naquela situação em que só Sergio Ramos salva.

Salvou, como de costume, e a prorrogação trouxe um cenário diametralmente diferente do resto da partida. O gol salvador de Ramos desmontou o Sevilla emocionalmente. Strike one. Kolo — nem sequer vou me atrever a tentar escrever por completo o sobrenome desse sujeito, é deveras complicado — foi expulso ainda nos primeiros minutos da prorrogação. Strike two. Carvajal roubou a bola no minuto 119 e arrancou para meter um golaço, mostrando porque é titular absoluto na lateral direita. Strike three. ¡Uno, dos, tres, campeones otra vez!

Reza a lenda, amparada pela história, que o Madrid não apenas joga finais. O Madrid as ganha. Sergio Ramos, capitão, símbolo e ídolo maior no atual elenco, leva isso tatuado na alma. E segue empenhado em fazer dessa frase uma verdade absoluta. Obrigado. Muito obrigado.


Paulo Madrid. Não, não é uma licença poética. O nome vem de família mesmo. Sorte a minha. A coincidência gerou um interesse que, já desde muito cedo, desembocou em uma paixão. Madridista desde sempre, para sempre. ¡Hala Madrid y nada más!


Fonte: Goal.com

Deixe seu comentário

Comentários via Facebook