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Heróis improváveis se destacam e mantêm Palmeiras na liderança do Brasileirão

Eles eram desconhecidos, saíram de times pequenos e conseguiram ganhar espaço em um momento importante do time alviverde


GOAL Por Allan Brito 


Em janeiro de 2016, se você perguntasse a um palmeirense quem era Jailson, Thiago Santos, Tchê Tchê ou Moisés, provavelmente ele não saberia responder. Mas hoje todos alviverdes conhecem esses jogadores porque eles se tornaram fundamentais para manter o Palmeiras na liderança do Campeonato Brasileiro. 


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Sem dúvidas o herói mais improvável é Jailson. Ele foi contratado em 2014, quando o Palmeiras lutava contra o rebaixamento e vivia uma crise de goleiros. Fernando Prass tinha se machucado, e os reservas Deola e Fábio fracassaram. Carlos Brunoro tirou Jailson do Ceará, mas Prass se recuperou mais rápido do que o esperado e nem deu tempo do reforço estrear.


Jailson foi apresentado junto com o volante Washington (Foto: Cesar Greco/Fotoarena)

Jailson ficou no clube, jogou em partidas pouco importantes, mas foi lembrado novamente após uma lesão de Prass. Ninguém esperava que ele se tornasse a solução para defender o gol palmeirense. Era considerado o terceiro goleiro e só ganhou chances porque Vagner não deu conta do recado. Então ele foi titular contra o Vitória e depois se destacou no jogo contra o Atlético-PR. O time fez seis pontos, recuperou a liderança e ganhou um titular com mais segurança no gol.

Thiago Santos tem uma trajetória parecida, pois também foi contratado sem alarde no meio de um campeonato. Em 2015, após uma grave lesão de Gabriel e problemas físicos de outros volantes, o Palmeiras foi buscá-lo no América-MG, clube em que o diretor Alexandre Mattos já trabalhou e tem entrada livre.


Thiago Santos é discreto em campo (Foto: Palmeiras)

Thiago Santos se tornou peça fundamental nos jogos que o Palmeiras faz como visitante. Cuca tentou escalar um time ofensivo no começo do campeonato, mas logo percebeu que precisava de um cabeça de área nas partidas fora de casa. E Thiago, além de marcar forte, sabe fazer o básico na saída de bola, sem comprometer. Virou titular, apesar da grande concorrência com Gabriel, Arouca, Matheus Sales e outros.

Moisés foi contratado no começo do ano e era um desconhecido. Tinha atuado no América-MG, na Portuguesa e estava no Rijeka-CRO. E a torcida demorou a conhecê-lo por causa de uma contusão grave. Ele só passou a jogar com frequência no Campeonato Brasileiro e rapidamente tomou conta da organização do time. Ele participa da saída de bola, aparece na armação de jogadas ofensivas, é importante em jogadas ensaiadas, é forte nas disputas pelo alto e já exerce liderança. Contra o Atlético-PR, foi eleito por Cuca o melhor do jogo.

Números de Moisés no Campeonato Brasileiro de 2016:

Tchê Tchê é o herói improvável que chegou ao time por último, pois só foi contratado após fazer um bom Campeonato Paulista pelo Osasco Audax. O que chamou atenção rapidamente foi sua versatilidade, pois em um mesmo jogo ele faz diversas funções, sempre com muita disposição e velocidade. Virou fundamental tanto na marcação quanto na criação. 

Números de Tchê Tchê no Campeonato Brasileiro de 2016:

Moisés e Tchê Tchê inclusive têm algo em comum: são jogadores que não podem ser substituídos por mais ninguém. É difícil encontrar no elenco do Palmeiras alguém que exerça as mesmas funções. Até o técnico Cuca já admitiu que Isso pode ser ruim para o Palmeiras no futuro, mas por enquanto o time só tem que comemorar por ter heróis tão improváveis quanto eficientes.


Fonte: Goal.com

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