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João Paulo promete nomear número igual de homens e mulheres para o secretariado

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Legenda: Secretria estadual de Mulheres de Pernambuco (D) entregou documento com 13 compromissos para serem cumpridos por Joo Paulo, caso ele vena as eleies. Crdito das fotos: Trsio Alves

alinemoura.pe@dabr.com.br

 

Num ano em que se fortalecem os movimentos de mulheres, em todo o país, o candidato a prefeito pelo PT, João Paulo, assumiu um compromisso inédito entre os postulantes ao cargo. Nesta segunda-feira (22), ao debater sobre seu programa de governo com militantes do gênero feminino, ele se comprometeu a formar um secretariado com um número igual de mulheres e homens. A proposta animou o público presente, formado especialmente por militantes feministas. A paridade é considerada como um avanço pelos movimentos sociais, principalmente porque a maior parte do eleitorado hoje é composto de mulheres em todas as unidades da federação.  

“Vou adotar a  transversalidade no conjunto de todas as secretarias. Não sei até que nível, mas farei de tudo para garantir a paridade no secretariado. Vou trabalhar incansavelmente para que tenhamos uma representação significativa das mulheres”, disse o petista, relembrando algumas ações que adotou enquanto prefeito do Recife (2001 a 2008). O petista foi reforçado por discursos de ativistas que se posicionaram contra o afastamento da presidente Dilma Rousseff e a recente nomeação de um ministério formado apenas por homens.

A proposta de João Paulo foi assumida num contexto singular, segundo militantes da causa e candidatas que estiveram no e encontro, como Aline Fagundes, que já foi uma coordenadoras do Fórum de Mulheres de Pernambuco, hoje afastada em virtude de ter se lançado, pela primeira vez, numa disputa eleitoral.

Segundo Aline, no governo Geraldo Julio (PSB), houve um retrocesso da política para as mulheres, a exemplo do Centro Clarice Lispector, que hoje não funciona mais 24 horas, nem atende às mulheres vítimas da violência nos finais de semana. No tocante ao Hospital das Mulheres, considerado trunfo de Geraldo Julio, ela frisa que o hospital é uma maquiagem na saúde pública. De acordo com a candidata, houve sucateamento de postos de saúde, do Ambulatório Especializado Da Mulher (Amem), na Avenida Norte, e de maternidades conhecidas como a Bandeira Filho e Arnaldo Marques.

Ainda de acordo com Aline Fagundes, muitas mulheres engravidam e só recebem conseguem o resultado de HIV depois de cinco meses, o que dificulta o tratamento e facilita a transmissão para o feto.  “O Hospital da Mulher tem 150 leitos, as mulheres precisam chegar na fila às 4 da manhã, num bairro que é perigoso e escuro”, declarou a candidata.

Filiada ao PT no início do ano, depois de passar toda juventude e início da vida adulta no PSB, a vereadora Marília Arraes fez um discurso contundente contra  seu antigo partido. Ela chegou ao evento ovacionada por alguns militantes, que cantavam “vai, agora vai, é o prefeito com a força de Arraes”. “Não podemos deixar que um partido de direita se aproprie das bandeiras de Arraes. Estamos combatendo uma gestão que tem uma essência machista e excludente”, afirmou Marília, que é neta do ex-governador Miguel Arraes e prima de Eduardo Campos. Ela contou ter sofrido preconceito por ser mulher dentro das hostes do PSB, no qual se sentiu preterida.


Fonte: Diário de Pernambuco

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