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João Paulo tem o desafio de agradar os evangélicos sem descontentar sua militância

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Petista cita filsofo que, em 1970, defendia a unio de cristos e comunistas. Foto: Ricardo Fernandes/DP. Politica

Candidato do PT à Prefeitura do Recife, João  Paulo tem um desafio neste domingo (21), o  de conseguir a simpatia de evangélicos neopetencostais  e encontrar equilíbrio para não desagradar a sua militância – formada por um público mais progressista. Às 16h, o petista se reunirá com o bispo Ossésio e fieis da Igreja Universal, no templo central, em Santo Amaro. O objetivo é abrir uma porta de diálogo com um público que atualmente tem alta rejeição ao PT.  Na verdade, aliás, tem sido difícil para todos os políticos achar um meio termo para lidar com pautas que garantam os direitos civis das minorias sem fazer com que os evangélicos se sintam atacados. No início do ano, para se exemplificar, a palavra “gênero” foi retirada do Plano Municipal de Educação pela Câmara dos Vereadores e sancionada pelo prefeito Geraldo Julio (PSB).

Indagado como vai lidar com um público que pensa tão diferente das propostas defendidas pelo PT, João Paulo respondeu, citando o filósofo francês Roger Garaudy, que escreveu cerca de 50 livros nas áreas de religião e política. “Roger Garaudy já propunha, na década de 1970, o diálogo entre cristãos e comunistas. Vamos ter um bom diálogo, mostrar que não temos preconceito. Eu quase fui padre”, disse João Paulo, dizendo que, quando foi prefeito, teve um diálogo importante com as igrejas evangélicas e com as minorias.

João Paulo também fez críticas ao prefeito Geraldo Julio (PSB), que na última quinta-feira (18) teria dito que faria uma campanha sem atacar os adversários. “Ele não ataca, mas pede para os outros atacarem, como aconteceu com Danilo Cabral”, alfinetou, lembrando que Danilo reagiu duramente quando ele fez críticas ao modelo de funcionamento do Hospital da Mulher. João Paulo discorda que médicos sejam retirados de outros locais para atenderem naquela unidade hospitalar. O petista disse que o hospital “era uma gaiola bonita que não dava comida a passarinho” e Danilo Cabral rebateu ao falar que o petista tinha “desrespeitado as mulheres”.

Questionado, ainda, sobre o que achava de o PSB escolhê-lo para polarizar a campanha, João Paulo minimizou a versão dos adversários do PSDB e do DEM, respectivamente Daniel Coelho e Priscila Krause. “Ele (Geraldo) está me escolhendo como alvo porque tem pesquisas em mãos como eu tenho. E também está me escolhendo porque foi auxiliar de Roberto Gusmão e sabe que a nossa gestão é melhor que a dele em todas as áreas. Por isso, ele (o prefeito) pede que outros batam na gente”, declarou, lembrando que, quando Gusmão foi secretário do seu governo, Geraldo Julio também fazia parte da gestão petista e a conhece por dentro.


Fonte: Diário de Pernambuco

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