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Micale reclama de injustiça com Neymar: "Só erra muito quem não se omite"

Treinador da seleção olímpica defende craque e principal referência do escrete canarinho nos Jogos Olímpicos

O Brasil foi uma completa decepção na estreia no torneio de futebol dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro. O empate sem gols com a África do Sul, com o escrete canarinho não demonstrando grande futebol e com Neymar longe do nível esperado preocuparam, mas o técnico Rogério Micale saiu em defesa de seus comandados em entrevista coletiva neste sábado (6), principalmente do camisa 10 e capitão da equipe.


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Micale admitiu não ter ficado satisfeito com a atuação brasileira, mas afirmou que o time tupiniquim funcionou bem em alguns quesitos, como na criação de oportunidades. O treinador ressaltou que o Brasil finalizou 17 vezes contra os Bafana Bafana, e defendeu Neymar.

“(A pressão) É inerente ao esporte, desde o início falei que iríamos tentar trabalhar da melhor forma possível dentro das nossas convicções, do que acreditamos ser a característica do futebol brasileiro. Tivemos oscilações, mas não podemos esquecer que enfrentamos uma equipe forte, bem postada. O futebol hoje tem muitas escolas boas, todo mundo está se preparando, tem acesso à informação e a como construir uma equipe”, afirmou Micale.

“Na estreia tivemos 17 finalizações, bola na trave e o goleiro foi o destaque adversário, mas não estamos satisfeitos com o rendimento, sempre queremos mais do futebol brasileiro. Esperamos um futebol massacrante e com muitos gols, o que nem sempre é possível, mas ideias de futebol não mudam de acordo com o resultado”, continuou.

“O Neymar para a seleção olímpica é o que o Messi representa para o Barcelona. É inerente procurar o Neymar, sabemos que ele pode gerar desequilíbrio e colocar um companheiro em situação boa de gol. Estamos exigindo dele, mas o Neymar só fez dois jogos depois das férias. Ele vai crescer com a equipe e individualmente depois de um tempo parado. Quem erra muito é quem não se omite, não posso creditar isso como um ponto negativo, ele busca o jogo, quer fazer o gol, dar uma resposta, chamar a responsabilidade”, opinou.

(Fotos: Lucas Figueiredo/MoWa Press)

“Muitas vezes somos injustos com o Ney por questioná-lo por querer jogar tanto. Se é um jogador que não tem essa percepção de ajudar o Brasil, ele poderia se esconder e só tocar de lado. Aí não erraria passes, situações de jogo… Muitas vezes um cara não errou situações de jogo, mas isso não quer dizer que foi efetivo, pode ter sido omisso”, concluiu.

Micale, porém, espera que seus comandados façam jus a sua defesa neste domingo, às 22h (de Brasília), no Mané Garrincha, contra o Iraque, pela segunda rodada do torneio de futebol dos Jogos Olímpicos. O Brasil precisa vencer não só para ficar perto de uma vaga na fase final da competição, mas também para dar uma resposta após o resultado e atuação decepcionantes na estreia.


Fonte: Goal.com

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