Últimas

Mobilização de jogadores obriga federação uruguaia a aceitar contrato melhor

Principais referências da Celeste Olímpica estão pressionando por mais transparência na AUF

A pressão feita por jogadores da seleção uruguaia deu certo. Nesta terça-feira à noite, 23, uma assembleia na federação local aceitou a proposta da Nike para fornecer o material esportivo do time nacional. Por dez votos a nove, o valor aprovador é de 24,5 milhões de dólares por sete anos de contrato.

O placar apertado dá a impressão de que havia outras propostas do mesmo patamar, mas na verdade só expõe a existência de relações obscuras entre os cartolas e empresários ligados a Associação Uruguaia de Futebol (AUF). A atual fornecedora, a Puma, que tem acordo desde os anos 90 com a federação, previa o pagamento de dois milhões de dólares por dois anos. Mas o problema é muito mais profundo.

A AUF tem contratos de exclusividade com a Tenfield, empresa criada há 18 anos, e que domina não só os direitos de transmissão como tem prioridade para fechar outros negócios na seleção. O acordo foi firmando na época que Eugenio Figueredo era presidente do futebol local. Hoje, ele cumpre prisão domiciliar por ser pivô de vários casos de corrupção no futebol sul-americano.

Tentando acabar com esses privilégios, vários jogadores importantes do país se envolveram na luta por mais transparência na entidade. Mas sem vínculo com a Nike, jogadores como Godín, Luis Suárez e Lugano fizeram pressão pela propostas, que além de ser mais vantajosa financeiramente, também promete modernizar os arcaicos equipamentos dos departamentos que cuidam do time principal e também das categorias de base.


(Foto: Getty Images)

Mesmo sendo mais vantajoso, a oferta foi inicialmente rejeitada pela assembleia, formada por dirigentes de clubes do país, muitos deles com negócios com a Tenfield. Agora, esta empresa tem 20 dias para apresentar um interessado para cobrir os valores aprovados. 


Fonte: Goal.com

Deixe seu comentário

Comentários via Facebook