Muro na Esplanada: mesmo esquema de segurança, para menos manifestantes

O muro de volta: criticado quando foi montado em abril, medida mostrou-se eficaz para impedir conflitos. Foto: Breno Fortes/CB/D.A Press
O muro de volta: criticado quando foi montado em abril, medida mostrou-se eficaz para impedir conflitos. Foto: Breno Fortes/CB/D.A Press

Apesar da previsão de uma concentração menor do que a verificada quando o impeachment foi votado em abril, a Secretaria de Segurança Pública deve passar pelo primeiro grande teste hoje, quando a presidente afastada, Dilma Rousseff, pronunciará seu derradeiro discursoperante os senadores que analisarão se ela cometeu ou não crime de responsabilidade. Na última quarta-feira, após reunião com representantes de grupos pró e contrários ao impeachment, a Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal definiu o esquema tático para garantir a ordem na Esplanada dos Ministérios durante o julgamento no Senado.

Ao todo, são esperadas cerca de 60 mil pessoas a partir de hoje — menos do que as 80 mil que lotaram a Esplanada quando o impeachment foi votado pelos deputados. Na época, como o processo ainda estava no início, e a presidente Dilma ainda ocupava o Planalto, a mobilização de lado a lado era maior. Também contribuiu o fato de a votação ter ocorrido em um domingo.

Desde a última segunda-feira, um novo muro divide o gramado da área central do poder em Brasília. O lado direito da Esplanada, no sentido Congresso, estará destinado aos manifestantes que apoiam o impeachment. Eles poderão se concentrar no Museu Nacional. Já os defensores da presidente afastada deverão ficar no Teatro Nacional e acompanhar o julgamento do lado esquerdo da área. Sobre a nova divisão, a secretária de Segurança Pública, Márcia de Alencar, comentou que “é necessária para garantir a livre manifestação com a preservação das pessoas e a preservação do patrimônio”.


Fonte: Diário de Pernambuco

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