Na telinha: Como a Era do Smartphone mudou o futebol

Carregar o clube nas mãos não é apenas mais uma expressão da bola; torcedores fazem do smartphone um instrumento de informação e consumo

“Lembro-me bem de quando ouvíamos juntos os jogos do Flamengo no quarto do meu pai. A gente achava isso o máximo!”. A saudade bate em José Rafael de Lima, técnico em segurança. Para os mais nostálgicos, é difícil se esquecer do famoso, e sempre presente, radinho de pilha. No entanto, o objeto tem ganhado status de velharia. 

Afinal, os tempos mudaram. A paixão e a busca constante pela informação do time de coração forçaram a tecnologia a migrar para dentro e fora de campo. E com a nova ‘era’, uma oportunidade de mercado a mais. Os smartphones simbolizam todo esse processo.

Com acesso à internet, recheado de aplicativos (incluindo o radinho) e facilidades, o celular tornou-se um canal direto entre torcedor e seu time. O aparelho integra todas as comunicações e plataformas possíveis numa mesma máquina. Não é preciso mais sofrer dias e noites nas filas para conseguir um ingresso, ir à loja para comprar uma camisa oficial ou esperar o noticiário por novidades. Sem contar o famoso ‘tempo real’ e até transmissões online de campeonatos.

O clube, agora, está, literalmente, na palma das mãos   

Aplicativos

Nesta tendência de explorar ao máximo os smartphones, o Atlético-MG prepara o lançamento de seu novo aplicativo oficial.  A ideia é que o torcedor do Galo se aproxime do cotidiano dos jogadores, mas também consuma produtos alvinegros. “Estamos desenvolvendo um aplicativo que vai trazer bastidores dos treinamentos, hotel, vestiário, matérias exclusivas com ídolos. Um dos objetivos, por exemplo, é propor um desafio de sinuca entre dois atletas e divulgar isso”, explica Domênico Bhering, diretor de comunicação do Galo.

Além de prover todo tipo de informações – notícias, resultados, tabelas, estatísticas, etc -, o Atlético-MG sabe do poder de marketing dos apps. A maioria dos clubes já o vincula às lojas oficiais, programas de sócio-torcedores e comercializa espaços publicitários, gerando receitas imprescindíveis para o orçamento anual. 

A grande barreira a ser quebrada é a de acostumar os brasileiros a gastarem dinheiro com os apps, como acontece na Europa e Estados Unidos. Aqui, ainda há um receio em pagar para ter benefícios. Vale lembrar que a dinâmica dos tablets segue parâmetros similares.


O app do Barça é um exemplo de como se explorar a venda de produtos oficiais (Foto: App oficial Barcelona)

Se a moda pega…

Não é preciso ficar na Série A do futebol nacional para se constatar como a criatividade permeia tal ferramenta. Durante o Campeonato Brasileiro da Série D de 2014, o Jacuipense, da Bahia, ficou conhecido nacionalmente graças ao aplicativo Total Choice. Os jogadores do elenco eram divididos por posições e os 11 mais votados pelos torcedores de cada setor entravam em campo.


(Foto: Jacuipense/Divulgação)

A iniciativa funcionou bem, tanto que a equipe nordestina caiu somente nas quartas de final da competição. 

Sem volta

Para o torcedor, o smartphone já é um companheiro inseparável. “Faço tudo pelo celular. Desde a compra do ingresso até a troca de produtos”, revela a cruzeirense Aline Emerick. Graças ao aplicativo do Santos, o Sócio Rei, Luciano Trevas, autônomo, pôde dar um presente à filha Mel. “Acumulei pontos suficientes para que minha filha realizasse o sonho de entrar com o Lucas Lima na Vila  Belmiro”, vibra. 

Estratégia  

As possibilidades são várias.  De olho nesta fatia do mercado, o Corinthians promete investir em Tecnologia da Informação para a definição de estratégias, e, assim, gerar receitas. Cruzar as informações de diversas fontes de relacionamento é uma das diretrizes no Timão. Esse universo inclui os hábitos de consumo na loja virtual do time, as lojas físicas da rede Poderoso Timão e as escolinhas licenciadas do Coringão. Com todos esses dados, o alvinegro fortalecerá seus aplicativos para a Fiel.  

O maior desafio dos clubes de futebol passa ser o de fazer com que o cliente crie o hábito de buscar informações, soluções e serviços nos apps, além de gerar receita. Na prática, que tenha mais autonomia e também consuma novos produtos. O Grupo Algar, que atua nos setores de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC), Agro, Serviços e Turismo, tem mostrado interessante evolução e preocupação com a qualidade de seus aplicativos.  

Um dos focos da Algar é dar autonomia e otimizar o tempo dos usuários. Assim, os smartphones facilitam a relação dos clientes com a empresa. “Nós temos um aplicativo de varejo para fazer um atendimento mais rápido. O cliente coloca de forma mais clara o que ele precisa. Nossa ideia é fazer com que o cliente não fique pendurado num 0800. Ele resolve seus problemas ou solicita serviços pelo aplicativo”, explica Daniel Andreoli, consultor corporativo de marcas da Algar. 


A Algar Telecom, um dos braços do Grupo Algar, oferece um app que otimiza relação do cliente com serviços da empresa

Ainda segundo Andreoli, os apps ajudaram na contenção de custos. “Entre alguns dos atendimentos diferenciados da Algar Tech, o serviço pelo Whatsapp não só reduziu de uma maneira significativa os custos, como também obteve dos clientes uma resposta muito mais positiva”, conclui.


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Fonte: Goal.com

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