Nos braços do povo: Brasil goleia a Dinamarca com toque essencial de Rogério Micale

Treinador não abandonou suas convicções, escalou quatro atacantes e viu esquema ser decisivo na classificação brasileira

Depois de duas atuações fraquíssimas, varias e duras críticas a Seleção Brasileira precisava da vitória contra a Dinamarca para não passar por mais um vexame dentro de casa.

 

Quatro dias complicados de questionamentos e cobranças. Na entrevista coletiva na véspera do duelo decisivo contra a Dinamarca, Rogério Micale pediu respeito, paciência, defendeu Neymar e suas convicções. Garantiu que os jogadores estavam preparados e pediu uma profunda reflexão com o futebol brasileiro.

 


(Foto: Lucas Figueiredo / MoWa Press)

 

Micale também ressaltou que jogaria em sua terra natal e pediu o apoio do torcedor que abraçou a Seleção e apoiou durante os 90 minutos e embalou a Seleção Brasileira na goleada por 4 a 0 sobre a Dinamarca.

 

Mais do que os gols o importante foi ver que a Seleção Brasileira jogou bem, trocou passes, os jogadores trocaram posições, foram menos individualistas e tiveram paciência até que a bola encontrasse o caminho das redes pela primeira vez.

 


(Foto: Felipe Oliveira / Getty Images)

 

Uma vitória para lavar a alma que teve muito mais o dedo do treinador do que possamos imaginar. Durante as duas semanas de preparação na Granja Comary, Micale insistiu em treinar no 4-2-4 mesmo deixando claro que essa não seria uma opção inicial e que Luan começaria as partidas no banco de reservas.

 


(Foto: Lucas Figueiredo / MoWa Press)

 

Com um elenco enxuto foi perguntado o que faria caso o Brasil precisasse marcar gols, disse que utilizaria o quarteto de atacantes e se nem assim fosse suficiente aí pediria ajuda aos céus.

 

Nos dois primeiros jogos Micale por alguns minutos teve o quarteto em campo, o que não resultou em gol. Mas nem isso foi capaz de tirar a convicção do treinador de que essa seria a melhor solução.

 

Com o Brasil pressionando no duelo contra a Dinamarca, Micale sacou Felipe Anderson, que vinha até bem na Olimpíada, o que levou o treinador a ser levemente criticado. Colocou Luan e decidiu entrar em campo no 4-2-4. Muitos diziam que não daria certo, mas ele seguiu bancando.

 


(Foto: Lucas Figueiredo / MoWa Press)

 

E deu certo. Luan a maior parte do tempo quase como um meia de ligação, foi o responsável por conectar o meio-campo com o ataque, se movimentou, distribuiu passes e, assim como Neymar que deixou o individualismo de lado e jogou para o time.

 

Gabigol, que vinha sendo o melhor dos três atacantes nos últimos dois jogos, foi letal, abriu o placar que deu tranquilidade ao Brasil e iniciou a goleada Canarinho.

 


(Foto: Felipe Oliveira / Getty Images)

 

O quarteto funciou bem, com triangulações, troca de passes e consciência tática. Além disso, sem Thiago Maia suspenso, o treinador optou por Walace que se entendeu muito bem con Renato Augusto e deu mais equilíbrio ao meio-campo brasileiro.

 

Micale abraçou suas convicções e não falhou. Em Salvador, sua terra natal, o comandante brilhou tanto ou mais que os jogadores dentro de campo. Deu uma verdadeira aula do que um treinador tem que fazer. Treinar, definir um time e procurar alternativas para quando for necessário.

 


(Foto: Felipe Oliveira / Getty Images)

 

Agora classificado em primeiro no grupo A, o Brasil encara a Colômbia no próximo sábado(13), às 22h, na Arena Corinthians, em São Paulo, pelas quartas de final do torneio de futebol.


Fonte: Goal.com

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