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Olinda: três mulheres candidatas e desafios distintos

Foto: Ricardo Fernandes e Jaqueline Maia/DP
Foto: Ricardo Fernandes e Jaqueline Maia/DP

Com nove candidatos disputando a Prefeitura de Olinda, a campanha na cidade promete ser agitada. O resultado desta eleição é tão imprevisível quanto os primeiros atos de campanha dos prefeituráveis. Os postulantes ainda estudam como vão colocar os blocos na rua, a partir desta terça-feira (16), quando a legislação eleitoral permite a busca pelo voto. Alguns estão se informando sobre a lei, outros focam no programa de governo a ser apresentado. Tem candidato que pretende inaugurar comitê esta semana, mas nada confirmado.

Dessa vez, três mulheres encabeçam chapas majoritárias, sendo as três bem avaliadas pelos moradores e com histórias emblemáticas com a cidade. Elas devem enfrentar não só a extensa lista de adversários, mas obstáculos montados pela própria conjuntura política que estão inseridas. Uma delas, Luciana Santos (PCdoB), foi prefeita de Olinda duas vezes e enfrenta o desafio de convencer o eleitor de que o PCdoB, há 16 na gestão, deve permanecer. Luciana foi eleita deputada federal de Pernambuco com boa participação de Olinda nos votos.

A outra, Teresa Leitão (PT), vai precisar encarar a associação inevitável entre a situação nacional do PT, com a presidente Dilma Rousseff afastada, e o cenário local do partido. Mas a cidade também a quis na Assembleia Legislativa do estado, visto que ele foi eleita para o quarto mandato com ajuda dos votos de Olinda.

Já Izabel Urquiza (PSDB) quer emplacar a cara de mudança, mas terá de dividir essa “imagem” com outros seis candidatos que dizem o mesmo: são a mudança que Olinda precisa. Na eleição de 2012, Izabel foi a grande surpresa do pleito. Quase levou a disputa para o segundo turno, com uma diferença de 1% em relação ao primeiro colocado.

Gustavo Rosas sairá com a chapa puro sangue do PV e é um dos que se coloca como mudança. Ele programou uma série de caminhadas para esta semana, começando na terça-feira. Ricardo Costa (PMDB), que foi lançado pelo partido em detrimento de Izabel Urquiza (por isso ela foi para o PSDB), também se define como mudança para a cidade. Ele vai se debruçar sobre a legislação antes de ir às ruas. Já Antônio Campos (PSB) iria inaugurar o comitê na próxima terça, mas adiou o evento e não definiu nova data. Os demais ainda estão montando as agendas.


Fonte: Diário de Pernambuco

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