Operação prende suspeitos de tráfico com droga avaliada em R$ 180 mil

Durante coletiva, polícia informou que quadrilha atuava na Grota do Aterro, no bairro de Ouro Preto

 

 

Uma operação integrada prendeu, na sexta-feira (19) e no sábado (20), cinco suspeitos de integrar uma quadrilha envolvida com tráfico de drogas, na Grota do Aterro, no bairro Ouro Preto, em Maceió. Com eles, foram apreendidos 3 kg de pasta-base de cocaína, avaliados em R$ 180 mil. 

Segundo informações do comandante do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), coronel Bolivar, as investigações tiveram início há 30 dias, por meio do disque-denúncia. Foram presos Alexandre Punhol, de 48 anos, que é paulista e trazia a droga de São Paulo quando foi interceptado no município de São Sebastião, no Agreste do estado. 

Durante a abordagem, a polícia – com a ajuda de cães farejadores – encontrou o entorpecente escondido no painel do carro, um Sandero de cor prata e placa não informada. Punhol já tem passagem por furto em São Paulo. 

Foi preso também Lucas da Silva Pereira, de 35 anos, responsável por receber a droga. Este foi localizado na Vila dos Pescadores, no Sobral, e é um dos gerentes da quadrilha. Ele tem passagem por roubo e furto. 

Os demais presos são José Aderbal da Silva, de 32 anos, e Verônica Silva da Costa, de 29 anos. Eles não têm passagem pela polícia e também foram encontrados na Vila dos Pescadores. Segundo a polícia, cabia a eles a guarda e o refino da droga. 

O coronel relatou que as quatro prisões ocorreram na sexta; já no sábado, foi detido Rafael Henrique da Silva, conhecido como "Iel", de 23 anos. Ele é irmão do chefe do tráfico na grota, Renato da Silva Lima, de 24 anos. Com ele, a polícia apreendeu mais de 1,5kg de maconha e 1kg de crack, avaliados em R$ 180 mil. Rafael foi o único preso não apresentado na coletiva, porque se encontra na Central de Flagrantes. 

Lucas – que usa a tornozeleira eletrônica – disse à imprensa que não tem participação no caso. "Estava trabalhando de serviços gerais. Estou na condicional e só faltavam seis meses para acabar. Não sei de nada disso de droga e nem conheço essas pessoas. Me pegaram em casa dormindo", contou, acrescentando que bateram nele, na esposa e na filha. 

A operação continua com o objetivo de prender Renato e conta com a participação do Bope, Delegacia de Repressão ao Narcotráfico (DRN), dos 1º e 3º Batalhões e da Companhia de Operações Especiais de Sergipe. "Esse é mais um trabalho da inteligência da polícia e um trabalho integrado que acontece graças ao 181, disque- denúncia. Pedimos que a população de bem continue ajudando a polícia", disse o secretário de Segurança Pública, coronel Lima Júnior. 

 

 Por Larissa Bastos e Jobison Barros

 

 

 

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