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Patrícia Lelis nega veracidade de “prints” e registra BO contra Feliciano


8/08/2016 – 19:00


Jornalista sustenta que foi assediada sexualmente pelo pastor deputado




Patrícia Lelis nega veracidade de “prints” e registra BO contra Feliciano
Patrícia Lelis nega veracidade de “prints” e registra BO

Na terça-feira (2), o blog Coluna Esplanada, do UOL, divulgou as primeiras acusações de Patrícia Lelis contra o deputado federal Marco Feliciano (PSC/SP). Nela, o jornalista Leandro Mazzini relatava ter ouvido da jovem relatos de agressões e assédio sexual. Como prova, foram apresentados prints de tela do aplicativo WhatsApp fornecidos por ela.

A jovem de 22 anos era envolvida com o PSC Jovem em Brasília. Na internet, era conhecida por seus vídeos e atritos com grupos feministas. Evangélica, costumeiramente falava de sua fé e postava fotos em cultos e eventos de igrejas.

As acusações eram graves e a Coluna afirmava possuir provas como áudios e que havia testemunhas do caso.

Nesse ínterim, Patrícia foi para São Paulo, de onde gravou dois vídeos desmentindo o relato de Mazzini e culpando “a esquerda” de estar forjando algo contra o pastor, a quem ela defendia.

O assunto logo repercutiu, gerando matérias de diferentes jornais e sites sobre o assunto.

Versões conflitantes

Nas redes sociais, ela postava fotos com o namorado e entre amigos. A Coluna Esplanada dizia que a jovem fora tirada de Brasília a contragosto e que teriam oferecido dinheiro a ela para “enterrar o assunto”.

Desde o início, o portal Gospel Prime procurou Marco Feliciano e Patrícia para que se pronunciassem. Nenhum dos dois quis falar. O pastor afirmou que não ia se pronunciar e a jornalista afirmou que os vídeos gravados por ela eram suficientes para explicar que as informações sobre o assédio eram falsas.

Nos dias seguintes surgiram versões conflitantes, com a jovem dizendo que estava bem e a Coluna insinuando que ela estava sendo orientada por Talma Bauer, chefe de gabinete do deputado do PSC.

Na quarta-feira (3), a Coluna divulgou um áudio gravado pela própria Patrícia em conversa com Bauer, onde ela narra as agressões e o assédio sexual.

Na sexta-feira (5), a jovem, acompanhada da mãe, abre um Boletim de Ocorrência (B.O.) na 3ª Delegacia de Polícia de São Paulo (Campos Elísios), ficando a investigação com o delegado Luiz Alberto Hellmeister. Acusa Bauer de tê-la forçado a gravar os vídeos-desmentidos, mantendo-a em cárcere privado num hotel de São Paulo e a ameaçado de morte caso ela insistisse com as denúncias.

Talma nega as acusações contra ele. Detido pela polícia, é ouvido e liberado.

No sábado (6), Patrícia volta a Brasília. O portal Gospel+ divulga mais prints das supostas conversas dela com o deputado. Neles, ela supostamente envia fotos íntimas e faz ameaças ao deputado. As imagens rapidamente se espalham pela internet. Ela sustenta que se tratam de montagens.

A situação é repercutida pelo Gospel Prime. O portal tenta contato com o pastor para que ele pronuncia sobre a veracidade dos prints. Ele mantém sua opção de não falar do assunto.

Imagens do prédio onde Feliciano mora

Os advogados de Patrícia, solicitaram que a Procuradoria Geral da República (PGR) faça a requisição dos vídeos do prédio do apartamento funcional e do elevador do bloco onde reside o pastor Feliciano.

A tentativa de estupro teria ocorrido dia 15 de junho, na Asa Norte. A jornalista garante que os vídeos podem comprovar sua presença no prédio.

Polícia descarta sequestro

Nesta segunda-feira (8), o delegado Luiz Roberto Hellmeister, dá uma entrevista onde descarta a hipótese de sequestro e cárcere privado. “A ameaça ainda estamos avaliando”, explicou.

Hellmeister, que comanda a investigação do caso, avisa que ainda vai analisar as imagens e pedir uma perícia do material apreendido no hotel. Numa primeira avaliação, fica evidente que Patrícia não teve cerceamento de liberdade, pois aparece recebendo a visita do namorado.

Aparentemente trata Bauer como amigo quando ele chega ao local.

Patrícia diz que PSC sabia de tudo

A jornalista relata que procurou o Partido Social Cristão para denunciar Feliciano, mas não foi ouvida. Ela afirma ainda que o presidente nacional do PSC, pastor Everaldo Dias Pereira, lhe ofereceu dinheiro para não falar mais no assunto. Ela nega.

O Partido determinou a criação de uma comissão interna para apurar os fatos, segundo informa assessoria de imprensa da legenda.

Direito de resposta

O Código de Ética dos Jornalistas Brasileiros afirma em seu 15º artigo: “O Jornalista deve permitir o direito de resposta às pessoas envolvidas ou mencionadas em sua matéria, quando ficar demonstrada a existência de equívocos ou incorreções”.

Patrícia Lelis emitiu uma nota, divulgada pelo Gospel+, negando que os prints envolvendo seu nome e imagem sejam verdadeiros. Como jornalista, redigiu o texto em primeira pessoa. Garantindo amplo direito de resposta, já que agora ela deseja falar, publicamos na íntegra abaixo.

“Pedimos desculpas. Erramos. Erramos feio.

No caso recente que envolve a jornalista Patrícia Lélis e o pastor Marco Feliciano, os membros desta página feriram as regras mais elementares do jornalismo: publicamos mentiras sob a forma de verdade; acusamos uma jovem a partir de provas falsas e de montagens absurdas; não apuramos os fatos que corriam e fomos displicentes com a honra alheia, sem calcular a proporção que nossas falhas poderiam tomar.

Se você leu nossa matéria, esclarecemos aqui: todos os prints da suposta conversa entre a jornalista e o pastor foram forjados, e nada de seu conteúdo é verdadeiro – incluindo a suposta foto da moça, uma montagem a partir de uma imagem colhida na Internet. Todas as conclusões tiradas a partir do que escrevemos, portanto, só podem ser mentirosas.

Com o desenrolar do caso, percebemos muitas obviedades que apontam para a culpa do pastor Marco Feliciano, que certamente será condenado pelos crimes que cometeu. Mas sabemos que não existe a possibilidade de repararmos os danos que causamos à jornalista, à sua família, aos seus amigos e, especialmente, à verdade.

Pedimos desculpas. E que a justiça seja feita”.

Posição do Gospel Prime

A redação do portal acredita que, pelo bem da verdade, Lélis possui direito de receber espaço para a réplica, algo que sempre lhe foi oferecido. Contudo, as imagens dos prints, que trazem uma suposta conversa entre ela e o pastor, foram amplamente divulgadas na internet, tendo sido noticiada por vários sites.

Como é praxe do Gospel Prime, informamos nossos leitores dos fatos disponíveis no momento. Se eles são ou não falsificações, isso deverão ser apurados pela perícia da polícia.

Um dos elementos determinantes para a divulgação da conversa é o fato de que o próprio pastor Marco Feliciano havia divulgado uma das imagens, possivelmente por acidente, em uma conversa pública pelo Twitter onde falava com a produção do programa Pânico.

Além disso, a Coluna Esplanada desde que noticiou a notícia pela primeira vez mostrou imagens que mostram Marco e Patrícia tendo conversas pelo aplicativo WhatsApp. Portanto, havia fortes indícios de que eles, de fato, faziam uso do programa para se comunicarem.


Fonte: Gospelprime.com.br

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