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PL Brasil: Hull City sem direção

A menos de dez dias para estreia na Premier League, Hull City acumula problemas que o torna um dos favoritos ao rebaixamento



GOAL Por Thiago Ienco – Premier League Brasil


Imagine a seguinte situação: seu time está prestes a iniciar o campeonato, o primeiro na elite após o rebaixamento há um ano. A expectativa é alta, afinal, é o melhor momento para se estar na primeira divisão: os ganhos com a TV nunca foram tão altos e você poderá ver, em seu estádio, times comandados por Pep Guardiola, José Mourinho, Jurgen Klopp, Antonio Conte…

O que poderia ser um momento de alegria e expectativa para os torcedores do Hull City, no entanto, ganha contornos de muita preocupação. Tecnicamente, a equipe já vive momentos difíceis desde que o proprietário egípcio Assem Allam decidiu vender o clube, em 2014, diante da negativa da Football Association (FA) no movimento para mudar o nome do clube para Hull Tigers.


(Foto: Getty Images)

Desde então, só se fala nisso em East Riding of Yorkshire. O orçamento apertado foi o suficiente para manter os principais nomes da equipe na Championship, o que não é normal para times rebaixados; o entrosamento foi o principal aliado dos Tigers no retorno imediato à elite, e nomes como Tom Huddlestone, Michael Dawson, Jake Livermore e Abel Hernández soam até estranhos em divisões inferiores.

O técnico Steve Bruce, porém, sabia que mudanças eram necessárias para não fazer apenas figuração numa Premier League que promete ser tão disputada. Seria surpreendente se Bruce dissesse o contrário, já que não se pode esperar muito na PL de um grupo formado em parte por jogadores que foram rebaixados há pouco tempo. Tanto que imediatamente após conquistar o acesso via playoffs, num momento de euforia, Bruce não garantiu a permanência no cargo.


(Foto: Getty Images)

O verão europeu foi se desenrolando e com o início da pré-temporada, vários jogadores se lesionaram e o elenco chegou a ter apenas 13 jogadores profissionais à disposição para treinar. Os seguidos fracassos forçaram Bruce a “pedir o boné”, mesmo depois de garantir que ia ficar. O futuro pareceu incerto demais para um técnico que chegou a ser cogitado para assumir a Inglaterra recentemente.

DM LOTADO

Tom Huddlestone, Jake Livermore, Adama Diomandé (meio-campistas): recondicionamento físico;
Michael Dawson (zagueiro): outubro/2016;
Allam McGregor (goleiro): janeiro/2017;
Moses Odubajo (lateral): janeiro/2017;
Alex Bruce (zagueiro): janeiro/2017;
Harry Maguire (zagueiro): sem previsão.

A menos de 10 dias para a estreia no campeonato, em casa, contra o atual campeão Leicester City, o Hull City está sem técnico, com o time remendado, sem reforços e um dono que não quer mais ser dono. A diretoria promete que deixará a conversa de vender o clube de lado, por um tempo. Foco total nas contratações. Discurso que não convence.

Tudo isso nos leva a crer que os Tigers provavelmente serão a escolha óbvia no palpite para um dos rebaixados nesta temporada, no guia da temporada do Premier League Brasil ou de qualquer veículo que cubra o campeonato. Seria desonesto com outras equipes se sugeríssemos algo positivo diante de tamanha bagunça. Isso está além do cliché de considerar os recém-promovidos os “favoritos” ao rebaixamento. O Middlesbrough, por exemplo, tem uma projeção muito mais animadora.

AS PRIMEIRAS BATALHAS

* 13/Agosto: Leicester (Casa);
* 20/Agosto: Swansea (Fora);
* 27/Agosto: Manchester United (Casa);
* 10/Setembro: Burnley (Fora);
* 17/Setembro: Arsenal (Casa).


(Foto:Getty Images)

O favorito para assumir a equipe é o italiano Gianfranco Zola, que na Inglaterra trabalhou no West Ham United e Watford, sempre sem convencer. Correm por fora Bob Bradley, ex-técnico dos Estados Unidos, e Roberto Martínez, ex-Swansea, Wigan e Everton. Independente do nome, o novo técnico terá de ser um especialista em man-management, pois com a ausência de reforços, é provável que somente um grupo coeso e confiante até o final será capaz de livrar o Hull do pior em 2016/17.

 

 


Fonte: Goal.com

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