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Planalto pretende que impeachment seja definido até o fim de agosto

A menos de duas semanas do início da sessão que resolverá o desfecho político da presidente afastada, Dilma Rousseff, a defesa e a acusação da mandatária tentam impor ritmos diferentes ao processo. A petista recebeu ontem a notificação sobre a data do julgamento, marcado para começar no próximo dia 25, às 9h.

O advogado de Dilma, José Eduardo Cardozo, entregou o último documento escrito pela defesa ao Senado, contrariando elementos da denúncia e indicando erros no relatório do senador Antonio Anastasia (PSDB-MG), a três minutos do fim do prazo de 48 horas, às 13h37. A defesa quer ganhar tempo e analisa ir ao Supremo Tribunal Federal (STF) pedir a nulidade do processo. Ao Palácio do Planalto, interessa e muito o impeachment aprovado até o fim de agosto, para que o presidente interino, Michel Temer, possa ser o mandatário efetivo do país durante reunião da cúpula do G-20, na China, em 4 e 5 de setembro.

No documento de 673 páginas, chamado de “contrariedade ao libelo acusatório”, entregue ontem, Cardozo indicou todas as seis testemunhas possíveis e requereu diligências no julgamento, além de acareações entre assistentes técnicos. A acusação, por sua vez, quer acelerar o processo e arrolou apenas três pessoas a serem ouvidas — e ainda pode abrir mão de alguma.

A entrega do libelo acusatório feito pelos autores do pedido de impeachment — Janaína Paschoal, Miguel Reale Jr. e Hélio Bicudo —, com nove páginas, ocorreu menos de 12 horas após Dilma virar ré no Senado. O documento da acusação antecede a defesa e também poderia ser entregue em 48 horas após a análise do parecer do senador Antonio Anastasia (PSDB-MG) na madrugada de quarta-feira.


Fonte: Diário de Pernambuco

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