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Priscila Krause debate propostas para pessoas com deficiência

A candidata do DEM à Prefeitura do Recife Priscila Krause participou, na tarde desta quarta-feira (17), de uma reunião com o presidente da Associação Beneficente dos Cegos do Recife (Assobecer), Paulo Domingos Ferreira, de quem ouviu propostas para o segmento das pessoas com deficiência. O presidente da entidade chegou a sugerir a criação de uma autarquia específica na gestão municipal para tratar do segmento. “Um dos problemas do Poder Público é inexistente uma política permanente. Eu fico muito triste quando um político é eleito e não tem qualquer deficiente na gestão. Isso é importante para que o gestor tenha ao lado uma pessoa que sinta nossas dificuldades”, disse Domingos.

Priscila Krause estava acompanhada do candidato a vereador Rogério Magalhães (DEM) e do presidente da juventude municipal do Democratas, o estudante de história Waldomiro Borges, de 22 anos. A candidata declarou que está avaliando a proposta de uma autarquia e poderá inseri-la em seu plano de governo. “Eu entendo a política para esse segmento (deficientes) como algo transversal. Aí, eu entro numa área que eu estou inserida: nas políticas em favor das mulheres. As políticas públicas para as mulheres não podem ficar isoladas. É preciso que haja ações na segurança, na saúde e da educação. Ou seja, que várias áreas façam um trabalho específico”.

A Assobecer tem como regra no estatuto a orientação “apartidária” e “apolítica”, por isso, a democrata não pode tirar fotos do espaço durante a visita. O presidente da entidade, no entanto, declarou que o convite para a agenda foi dado por ele pessoalmente. Ao justificar, citou o pai da candidata, o ex-prefeito do Recife e ex-governador Gustavo Krause, de quem conhece há mais de 20 anos. “Tanto ele, como o Dr. Roberto Magalhães representam a moral na política, coisa que anda em falta hoje em dia”. Paulo Domingos fez um pedido, ainda, ao candidato Rogério Magalhães para que, caso eleito, contrate uma pessoa com deficiência para seu gabinete.

“Um legislador precisa de alguém que sinta as nossas dificuldades e isso influa em seus projetos de lei. Não pedimos dinheiro, mas que o Poder Público faça parcerias, convênios com a gente”, pontuou. Rogério respondeu que a Organização das Nações Unidas (ONU) coloca como prioridade o trabalho e a educação para inserir, com igualdade, as pessoas com deficiência no convívio social. “São nessas áreas que devemos focar nossa atuação. Dar igualdade de condições ao acesso à escola e ao trabalho”, pontuou. Em determinado momento, o presidente da Assobecer criticou uma proposta do governo interino do presidente Michel Temer (PMDB) em taxar as Organizações Não-Governamentais (ONGs). “Seria a falência de várias instituições, inclusive, essa”.

Apesar de seu partido apoiar o governo Temer, Priscila declarou que é contra essa taxação e disse, que, entre as suas propostas, é valorizar parcerias com ONGs porque “entende que elas ocupam determinados espaços” que o Poder Público não consegue chegar. “Também é preciso fazer o básico. Não adianta dizer que a solução é em quatro anos. É preciso, por exemplo, fazer um mapeamento dos pontos críticos de calçadas no Recife e tentar solucioná-los em quatro anos. Além disso, preparar os servidores para receber pessoas com deficiência em escolas e postos de saúde”, completou. A Assobecer funciona há 88 anos, abriga 16 pessoas e atende, diariamente, 50. A entidade funciona com doações.


Fonte: Diário de Pernambuco

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