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Projetos buscam viabilizar drones como substitutos a veículos de entrega

Para o brasileiro, hoje, as aeronaves remotamente pilotadas (RPAs), os populares drones, são quase sinônimos de produções multimídias de eventos que vão de casamentos até espetáculos. Essa percepção, no entanto, mudará radicalmente em pouco tempo. Em todo mundo, as aeronaves têm sido alvo de projetos que buscam viabilizar a aplicação como meio de transporte em substituição a outros tradicionais. As vantagens são inúmeras. Mais baratos, mais seguros para situações de risco a seres humanos e, principalmente, mais rápidos. Essas características inserem a tecnologia como uma das principais revoluções do setor de transportes da atualidade.

Apenas nos últimos cinco anos, gigantes de diferentes mercados, como Amazon, Google, DHL e Pizza Hut, colocaram em execução programas-pilotos para adequarem os drones ao trabalho de entrega de mercadorias. A tecnologia atual já permite que os equipamentos respeitem funções de segurança, evitem colisões e até quedas sobre pessoas (em caso de perda de controle, drones mais comuns já aterrissam de forma lenta e automática). A maior fronteira a ser vencida para que um consumidor receba uma encomenda, como livro ou uma pizza em casa é a possibilidade de mudanças de tempo.

“Os drones já possuem equipamentos de segurança para operarem perfeitamente com logística. O que ainda não permite uma operação em larga escala são mudanças de tempo de última hora, especialmente as que envolvem condições muito adversas”, explica Manuel Martínez, diretor para a América Latina da DJI, empresa chinesa que detém 70% do mercado de drones no mundo. Mesmo com a limitação, os drones são utilizados especialmente em condições adversas a seres humanos. A DHL, comandada pela companhia de correios alemã Deutsche Post, transporta medicamentos para Juist, uma pequena ilha isolada do Mar do Norte.

Atento a esse potencial, Rubens Gallerani Filho, 33 anos, deixou, há seis anos, a vida de servidor público no Ministério das Cidades para se aventurar no mundo dos drones. Advogado e pai de três filhos, ele conta que, desde criança, sonhava em se dedicar ao aeromodelismo e descobriu nesses aparelhos a oportunidade de sustentar a família e ser feliz com o trabalho. Hoje em dia, ele é um dos poucos em Brasília que oferece serviços de foto e filmagem, manutenção, venda de equipamentos e peças e cursos de pilotagem (teórico e prático). A depender do aparelho, a diária de um operador de drone varia entre R$ 3,7 mil e R$ 6 mil, por seis horas.


Fonte: Diário de Pernambuco

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