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Ricardo Gomes demonstra incômodo com colocação do São Paulo no Brasileirão e cobra entrega dos jogadores: ‘Quem não entender está fora’

Treinador ainda agradeceu ao Botafogo e disse que aceitou retornar ao Tricolor pelas recordações da primeira passagem pelo clube

Ricardo Gomes foi apresentado nesta terça-feira, no CT da Barra Funda, como novo técnico do São Paulo. Ao lado do presidente Leco, ele explicou o que o fez trocar o Botafogo pelo Tricolor e demonstrou incômodo com a atual situação do clube do Morumbi, que é apenas 12º colocada do Brasileirão.

“Foi um ano e um mês no Botafogo, foi muito importante na recuperação, voltar a trabalhar. Tive uma proposta no inicio do Brasileiro, achei que não era caso.  Quando veio a proposta do São Paulo veio toda a memória de minha história no clube, desde a época de seleção brasileira, sempre gostei. Achei que seria melhor para mim, e em uma conversa e um almoço com o presidente do Botafogo foi resolvido”, afirmou o treinador, que comandou o Tricolor entre 2009 e 2010.


(Foto: Fernando H. Ahuvia/Goal Brasil)

“Se eu estou voltando para São Paulo, não é por acaso. Fiz coisas boas e não boas, mas tenho uma ‘conduta São Paulo’. Desde o primeiro toque, você tem que exigir o ‘comportamento São Paulo’. Quem não entender está fora. Não dá para o São Paulo estar em 12º no Brasileiro. Dessa conduta não vou abrir mão”, acrescentou.

O treinador, que ficou quatro anos afastado do cargo de treinador após sofreu um AVC, em 2011, disse estar bem e pronto para a pressão.

“Tenho pequenas sequelas, vocês já notaram. Uma pequena parte de sensibilidade, precisa estar sempre estimulando para recuperar. Fora isso, nenhuma restrição, qualquer pressão que vocês colocam, estou livre, sem contraindicação. Sei que aqui há pressão, conheço bem”, declarou antes de falar do tempo que precisará para colocar suas ideias em prática.

“A forma de jogar vai ser introduzida neste primeiro mês. O esquema vale pouco. Já comecei a conversar bastante com o Pintado, com o Jardine. Isso está diagnosticado, mas não definido. Mas a forma de jogar tem que melhorar”, explicou.


(Foto: Fernando H. Ahuvia/Goal Brasil)

Confira outras declarações dadas por Ricardo Gomes

Maior desafio no São Paulo

“Na carreira de treinador, o desafio é constante. O Botafogo também é um grande clube. Agora eu tenho na cabeça fazer melhor do que fiz na primeira passagem no São Paulo. Não ia deixar passar essa oportunidade”.

Troca de clube no meio do Brasileirão

“Sei da pressão. Sobre a estabilidade do treinador, é importante. Sou extremamente grato ao Botafogo. Tive a chance de sair para o Cruzeiro, mas achei que não seria bom para o Botafogo. Agora, essa proposta do São Paulo foi uma opção pessoal”.

Diferenças de 2009 para 2016

“A estrutura melhorou. As pessoas estão bem aqui. Acho que estou mais tranquilo. Eu era um cara nervoso com cara de tranquilo. Se você não aprende no amor, aprender na dor”.


(Foto: Fernando H. Ahuvia/Goal Brasil)

Reforços e categorias de base

“Tenho boas recordações de jogadores formados aqui na base. O trabalho é bem feito, mas, se o presidente resolver reforçar o elenco, eu não vou reclamar”.

Convite de seleção?

“Só se for da Costa Rica! (risos) Não… Quero ficar bastante tempo, fazer um trabalho com começo, meio e fim”.

Lugano

“Pelo passado, ele voltou ao clube. Isso vai ser sempre exigido dos outros. Em relação à parte técnica, não vou dar indícios. Claro que conto com ele, mas não vou falar em relação ao próximo jogo”.


(Foto: Rubens Chiri/saopaulofc.net)

Superação na carreira

“Alguém quer ficar em casa com 50 anos? Não tem superação nenhuma. É um exemplo para que as pessoas se previnam. Só isso”.

Reação no Brasileirão

“Em 2009, cheguei no começo do primeiro turno, a situação era melhor. Agora, a recuperação tem que ser mais curta. O torcedor quer, no mínimo, Libertadores, e não vamos fugir disso”.


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Fonte: Goal.com

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