Últimas

Secretários dizem que Estado tem deixado de fornecer até 150 medicamentos

Gestores reclamam de redução em repasses e sucateamento do Samu

 

Durante encontro realizado na manhã desta segunda-feira (22), na sede do Conselho Regional de Medicina (CRM), em Maceió, secretários municipais discutiram o que classificam como crise no Sistema Único de Saúde (SUS). A principal reclamação dos gestores está relacionada à falta de medicamentos para a rede de atenção básica.

Conforme o Conselho das Secretarias Municipais de Saúde (Cosems), atualmente, o Estado não tem dado a contrapartida necessária para a manutenção dos serviços à população, faltam mais de 150 medicamentos na farmácia que abastece as cidades e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) está sucateado. 

"O repasse que deveria ser dado pelo Estado para a Saúde é de 12% e pelo Município é de 15%. Hoje, tem município gastando mais de 15%, 20%. Arapiraca, por exemplo, chega a gastar quase 34% na Saúde, quando a obrigação de parte desse recurso caberia ao Estado", informou Ubiratan Pedrosa, presidente do conselho.

E acrescentou: "A situação já era preocupante há algum tempo, quando os municípios gastavam acima do limite. Hoje esses mesmos municípios estão gastando muito mais. E isso não é só a falta de medicamento, mas de todos os problemas relacionados à saúde pública.  Inclusive, metade da frota do Samu está sucateada".

Os secretários discutem nesta manhã se as prefeituras devem ingressar com ações junto ao Ministério Público Estadual (MPE) e Ministério Público Federal (MPF), além de procurar o Tribunal de Contas do Estado (TCE) para que as instituições tomem providências sobre o problema.

Outra possibilidade é a paralisação das reuniões das comissões intergestoras regionais. Esses encontros visam fazer com que o Estado encaminhe projetos relacionados a saúde à União.

 

Gazetaweb

Deixe seu comentário

Comentários via Facebook