Senado suspende sessão que julga processo de impeachment

A reta final do processo de impeachment contra a presidente afastada Dilma Rousseff começou com atraso nesta quinta-feira. Marcada para às 9h, a sessão no Senado Federal só foi iniciada às 9h35. Conduzida pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, a sessão deve se estender até a próxima terça-feira, quando senadores votarão pelo afastamento ou não da petista do poder. Hoje, duas testemunhas de acusação, as únicas arroladas, e outras duas de defesa serão questionadas pelos senadores. Amanhã, os parlamentares ouvem mais quatro, também indicadas pela defesa. Antes da oitiva das testemunhas, senadores apresentação questões de ordem que serão analisadas em conjunto pelo presidente do Supremo.

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, entrou no plenário por volta das 9h10 e cumprimentou os parlamentares presentes. O presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL) chegou ao local pouco depois das 9h25. Ao abrir a sessão, Lewandowski destacou que, a partir de agora, os senadores assumem o papel de julgadores e ressaltou detalhes do código de ética de juízes que pregam pela imparcialidade, seriedade e cautela. “O juiz tem que atuar de forma cautelosa, atento às consequências que a sua decisão deve provocar”, comentou.

O primeiro a falar será o procurador do Ministério Público no Tribunal de Contas da União, Júlio Marcelo de Oliveira. Depois, é a vez do auditor de fiscalização do TCU Antonio Carlos Carvalho. Em seguida, já pela defesa, serão ouvidos o economista Luiz Gonzaga Belluzzo e o professor de direito da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Geraldo Prado. Todas as testemunhas estão isoladas num hotel cinco estrelas distante 3km do Congresso. Elas estão proibidas de conversar entre si e sem acesso a tevê, telefone ou internet. Só no sábado serão liberadas para retornarem para casa. O procedimento foi estabelecido de acordo com o que manda o Código de Processo Penal. A segurança será feita pela polícia legislativa do Senado.

Reta final
O país volta a assistir hoje — quase 24 anos depois do impeachment de Fernando Collor de Melo, que começou na manhã de 29 de dezembro de 1992 — a um novo julgamento de um presidente da República. Acusada de ter cometido crime de responsabilidade por ter realizado suplementações orçamentárias sem autorização do Congresso Nacional e de praticar as chamadas “pedaladas fiscais”, a presidente afastada, Dilma Rousseff, será submetida ao crivo de 81 juízes.

Com informações de João Valadares


Fonte: Diário de Pernambuco

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