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Sindapen suspende visitas no sistema prisional de Alagoas

'Uma panela de pressão pronta para explodir', classificou o vice-presidente do sindicato, Petrônio Lima

 

A visita aos detentos do sistema prisional de Alagoas, que ocorreria neste fim de semana, está suspensa. A confirmação da paralisação foi dada pelo Sindicato dos Agentes Penitenciários (Sindapen/AL), na manhã desta sexta-feira (26), durante entrevista à Rádio Gazeta. Em princípio, a paralisação será de advertência e terá duração de 48 horas.

"Estamos fazendo uma paralisação no sábado e domingo. Não é greve. Mas, haverá suspensão dentro do sistema prisional, onde só vamos garantir a segurança dentro da carceragem, alimentação e transporte de urgência. E, infelizmente, o sistema estará fechado e a culpa da suspensão das visitas não é do sindicato, do trabalhador, a culpa é do governo que quer achatar o servidor público. Mas, antes disso acontecer, continuamos esperando uma atitude do governo", disse o vice-presidente do Sindapen.

O Sindapen quer que o Governo de Alagoas retire da pauta da Assembleia Legislativa o Projeto de Lei que fixa o valor pago pelos adicionais de periculosidade e insalubridade. 

"Se a categoria fosse agir conforme a Lei, não haveria nem visitas, nem banho de sol porque os agentes, na atual conjuntura, não tem condição de segurança nem para abrir a carceragem, imagine para liberar visitas. A categoria corre risco em uma profissão praticamente suicida. O sistema prisional pode ser comparado a uma panela de pressão, que está borbulhando e pode explodir. Por isso, estamos paralisando e lutando para ter nossos direitos e, nessa situação, é a suspensão da votação que está na pauta da Assembleia Legislativa da próxima terça-feira", salientou Petrônio Lima. 

Além da exigência da retirada do projeto da pauta da ALE, a categoria exige a abertura de um canal de discussão com o governador Renan Filho. 

"Dessa matéria, nós temos processos julgados e tramitados pelo tribunal. E, com relação a esse processo, já temos uma peça jurídica pronta para recorrer dessa situação. Mas, por enquanto, vamos pressionar o governo porque ele pretende driblar a categoria", complementou Petrônio Lima. 

Na última terça-feira, integrantes do sindicato fizeram uma manifestação no plenário da Casa de Tavares Bastos, pedindo a suspensão do projeto de lei que institui a bolsa de qualificação profissional para os agentes penitenciários. O ato está publicado no Diário Oficial do Estado (DOE) de segunda-feira (22), e a concessão tem vigência de 10 meses, com o valor alcançando os R$ 7,2 mil por servidor.

 

Gazetaweb

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