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Acaba logo, 2016! Vasco conta as horas para voltar de onde não deveria ter saído

Eliminado da Copa do Brasil, o Gigante da Colina jogou de igual para igual com o Santos e não vai ter problemas para confirmar o retorno à Série A


GOAL Por Tauan Ambrosio 


Às vezes, é possível tirar coisas boas de uma derrota. Por mais traumática que ela seja. Na última quarta-feira (21), o Vasco voltou a ser Vasco pela primeira vez em muito tempo. Talvez desde o título estadual.

Contra o Santos, a missão já não seria fácil. Além do nível técnico inferior em relação ao adversário, que ocupa a quarta colocação da Série A, o time comandado por Jorginho tinha a tarefa de se lançar ao ataque. Afinal de contas, havia sido derrotado por 3 a 1 no jogo de ida.

Em seu favor, a presença da torcida. São Januário também voltava a ser São Januário. O Caldeirão ficou cheio, com pouco mais de 17 mil torcedores. Para avançar às quartas de final da Copa do Brasil, era preciso vencer por 2 a 0 ou por diferença de três gols para cada um anotado pelo Peixe. 

Sumida de São Januário ao longo da temporada na Série B, a torcida do Vasco voltou a fazer do estádio um caldeirão (Foto: Paulo Fernandes/Vasco.com.br)

Difícil demais, até para o “Time da Virada”. Isso porque o Santos é uma equipe que, ao mesmo tempo, marca muitos gols e se defende muito bem. No Brasileirão, tem o segundo melhor ataque (43 gols) e a terceira melhor defesa (levou 25).



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Logo com 11 minutos, um balde de água fria que deixou clara a situação de ‘cobertor curto’ do Vasco. Em busca do ataque, sofreu o contragolpe. Thiago Maia saiu em disparada e ganhou na dividida de Júlio César. Sem cobertura, restou ao lateral-esquerdo apenas correr atrás do santista.

Com a defesa desordenada, Rodrigo se apresentou para o combate. Só que o camisa 29 já havia feito o cruzamento, que passou por toda a zaga e pelo goleiro Martín Silva. A falha do camisa 1 possibilitou aos visitantes abrirem o placar, com Copete.

Nenê comemora o gol de empate, que deu esperanças na virada (Foto: Paulo Fernandes/Vasco.com.br)

Mas ninguém se entregou. Nem na área técnica ou na arquibancada. Muito menos no gramado. O Vasco sofria pressão do Santos, mas compensava a diferença técnica com entrega. Jogadores que poucos anos atrás estavam em clubes que lutavam pelos primeiros postos na Série A deram 110%. Pareciam garotos. E se o time carioca trocou menos passes em relação aos paulistas, levou mais perigo nas finalizações.

Ederson deixou o seu, mas também perdeu chances incríveis (Foto: Paulo Fernandes/Vasco.com.br)

O empate veio na combinação entre os dois melhores jogadores da noite. Júnior Dutra, incansável pelos lados do ataque, cruzou a bola para Nenê, sempre ele, empatar. O Cruzmaltino descia para os vestiários com esperança. Quando Ederson – que também desperdiçou grandes chances – empatou, no segundo tempo, o Time da Virada parecia ter voltado das cinzas. E em jogo grande!

Jogo de primeira.

Só que veio o gol do Santos, que deixou o confronto em 2 a 2. Uma jogada polêmica, seja na falta que teria sido sofrida por Alan Cardoso ou no impedimento de Joel no lance que culminou no empate – gol contra de Rodrigo, que tentava afastar a bola com um carrinho. Revolta contra o juiz, nas arquibancadas ou nas palavras ditas por Eurico Miranda nesta quinta (22).

Vascaínos reclamam defalta de Lucas Lima em Alan Cardoso no lance que originou o gol (Foto: Foto: Paulo Fernandes/Vasco.com.br)

Joel, que cruzou a bola antes de Rodrigo fazer contra, também estava impedido quando recebeu (Foto: Paulo Fernandes/Vasco.com.br)

O empate eliminou o Vasco, que via a Copa do Brasil com um carinho todo especial. A conquista ajudaria o clube a iniciar 2016 com uma Libertadores a ser disputada. Uma possibilidade maior para atrair reforços. O título nacional, de primeira grandeza, ajudaria na recuperação da autoestima do torcedor. Mas enfrentar um dos melhores times da atualidade em nosso país, de igual para igual, também encheu o cruzmaltino de orgulho.

A sensação final foi de que o ano acabou para o Gigante da Colina. O caminho na Série B é sólido e, embora a liderança esteja em risco, somente uma catástrofe tira o Vasco do acesso. Mas se a eliminação trouxe tristeza, também mostrou que o Cruzmaltino pode voltar a ser forte. Seja com reforços, jogadores mais jovens e afim de mostrar serviço, ou com uma torcida que atue junto. É bom já começar a pensar na montagem de um grupo forte para a próxima temporada.


Fonte: Goal.com

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