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Alagoas: o pior Estado do Brasil em competitividade segundo o CLP

Em alguns pilares da avaliação, como Segurança Pública, a nota do Estado é zero

 

Mais um dado alarmante para Alagoas: no ranking que mede o nível de competitividade, levando em considerações questões como sustentabilidade, infraestrutura e segurança, a Terra dos Marechais figura como último colocado. Não bastasse isto, ainda há uma distância considerável para a unidade federativa que está logo acima. Numa escola de 0 a 100, Alagoas tem nota 15,9. O Estado de Sergipe – que é o penúltimo – alcançou 28,5 pontos. 

Quem lidera o ranking é São Paulo com 88,9. A medição é importantíssima em função dos critérios que leva em conta e por sinalizar o ambiente de negócios que um Estado pode ter para alcançar desenvolvimento econômico e social. Alagoas, infelizmente, aparece ainda muito distante dos horizontes do país. É considerado um péssimo lugar para empreender e – por conta de uma série de critérios – pode afugentar quem queira investir na região. 

Eis um desafio para o governo do Estado de Alagoas: ser condutor de um processo de mudança, melhorando o ambiente de negócios, da atração de investimentos e – consequentemente – tornar a unidade federativa mais competitiva. 

O ranking da competitividade é mantido pelo Centro de Liderança Pública e visa desenvolver líderes públicos empenhados em promover mudanças transformadoras por meio da eficácia da gestão e da melhoria da qualidade das políticas públicas. De acordo com o próprio Centro, um dos objetivos é “oferece aos líderes instrumentos práticos para ajudá-los a mobilizar e engajar a sociedade em mudanças eficazes, com ética e responsabilidade”.

O CLP não tem fins lucrativos, é apartidário e atua em três frentes de trabalho: Mobilização, Educação e Gestão da Transformação. Seria interessante que nossos gestores levassem em consideração o que eles possuem a dizer. Mais informações podem ser encontradas no site www.rankingdecompetitividade.org.br. Lá tem o ranking completo.

O ranking, no qual Alagoas é o último colocado, é composto por 65 indicadores que condensam toda as informações em 10 pilares estratégicos que são essenciais para o desenvolvimento do país. 

Os pilares avaliam – por exemplo – a situação da segurança pública, quando se leva em consideração a responsabilidade da esfera estadual na garantia de segurança, preocupação com a segurança, além de outros fatores. Neste pilar, Alagoas teve nota zero. 

No quesito Infraestrutura, onde se avalia situação de rodovias, energia e telecomunicação, o Estado de Alagoas aparece com 50,4. Lembrando que o ranking ainda avalia o custo e a qualidade dos serviços ligados à infraestrutura e que também afetam a competitividade dos Estados. 

Em Sustentabilidade Social, Alagoas alcança 3,9 pontos. “O pilar da sustentabilidade social foi construído a partir de uma visão multidimensional para o tema da vulnerabilidade. Grosso modo, o pilar foi incorporado como ferramenta para mensurar o grau de eficiência da atuação governamental para minimizar a vulnerabilidade do indivíduo em diferentes estágios da vida. A ideia subjacente ao pilar é superar abordagens que centram atenção apenas na dimensão da renda quando avaliam o bem-estar social”, explica o CLP.

No quesito Solidez Fiscal, Alagoas chega a 21,6 pontos. Explica o CLP: “A solidez fiscal de qualquer governo é condição fundamental para o crescimento sustentado de longo prazo de um determinado País, Estado ou município. Se as receitas governamentais ficam continuamente abaixo das suas despesas, o governo incorre em resultados fiscais negativos (déficits), resultando em aumento de seu endividamento e, consequentemente, em baixa capacidade para investir na ampliação e manutenção dos serviços públicos”.

Em relação à Educação, a Terra dos Marechais tirou nota zero. O CLP explica que “em razão da sua importância econômica e social e considerando as graves carências existentes nos Estados, o pilar educação possui um dos maiores pesos do ranking (11,5% do total)”.

Um outro ponto analisado é o Capital Humano em que Alagoas tira 12. Em Potencial de Mercado, a nota do Estado é zero. Em Sustentabilidade Ambiental, Alagoas tira 37,4. No quesito Eficiência da Máquina Pública, o Estado de Alagoas fica com 24,6. Por fim, em Inovação, o Estado tira 7,7.

 

Lula Villar

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