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Alexandre Luiz Oliveira: Os smartphones e a campanha de 2016

Por Alexandre Luiz Oliveira

Publicitário e diretor da Martpet Comunicação

O Brasil em 2016 já conta com 168 milhões de smartphones. Comparando-se à população daria cerca de 84% possuindo este tipo de dispositivo, mesmo sabendo que alguns brasileiros têm mais de um. No Recife, há 1,34 milhão de telefones celulares com acesso à internet. O primeiro celular foi criado pela Motorola em 1984, através do modelo DynaTAC, teclado numérico, com bateria suportando uma hora de conversação e oito horas em espera. Em 1990, começaram as primeiras mensagens de texto, e em 1999 foi lançado o primeiro smartphone, o Blackberry, onde já se podia passar SMS e e-mails. Fazendo uma análise com meus três filhos, os dois primeiros possuem 20 e 18 anos e são da geração que acessava a Web via desktop ou laptop. Já o caçula, com 13 anos, foi iniciado na rede via mobile e as respectivas redes sociais. O smartphone hoje é indispensável, otimiza nosso tempo, facilita nosso dia-a-dia e ainda ajuda no nosso trabalho e estudo, ampliando e fidelizando nossa rede de relações pessoais e profissionais. E por que não políticas?

Os aparelhos conectados à internet devem ser muito utilizados na campanha eleitoral deste ano. Momento em que uma mini-reforma eleitoral foi implantada através da Lei nº 13.165/15 e trouxe várias restrições e mudanças nas regras das eleições no Brasil. Os telefones devem ser propulsores de informações, dados, fotos, vídeos, áudios e conceitos das campanhas a partir de agora com mais força. Por tal, devem ter um papel expoente na estratégia política em 2016, recorrendo-se principalmente às redes sociais – Facebook, Instagram, Twitter, YouTube e Snapchat, cada uma com sua estrutura e o seu target específico. O WhatsApp, por sua vez, deve ser utilizado para formação dos grupos de campanha e para a difusão de informações e prospecção de novos eleitores. Cada militante virtual tem o seu grupo de amigos nas suas redes sociais e devem trabalhar muito nelas.

Um exemplo prático: faça uma rede de 256 amigos por vez do WP, para chamar seus amigos para uma caminhada específica, em seja lá qual for o bairro. Você pode fazer um vídeo, um áudio ou um texto, como achar melhor, e adaptá-lo para as outras redes sociais, respeitando as suas características próprias. Outro exemplo, pode se fazer uma campanha especial para divulgar as realizações de um candidato ou as suas propostas para os próximos quatro anos.

Lembro que as empresas de telefonia têm se adaptado a essa nova realidade – a de ter um consumo maior de dados do que de voz e remodelaram seus pacotes comerciais oferecidos aos clientes. Por isso, é necessário que cada consumidor adapte o seu às suas preferências de comunicação, aumentando o foco em dados quando visarem se beneficiar do potencial dos smartphones na política.

Por isso, os militantes políticos devem usar bem seus dispositivos e alinhados com a direção estratégica das campanhas. Para isso precisam ser alegres, pacíficos e argumentarem muito, convertendo muitos votos. E, para finalizar, vamos gastar muita sola de nossos tênis, que temos que invadir o Recife na rua e na web.


Fonte: Diário de Pernambuco

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