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Após morte de sargento da PM, 7 são presos e 4 menores são apreendidos

Cúpula da Segurança Pública divulgou identidade dos suspeitos nesta tarde. Militar foi morto durante abordagem na madrugada de sexta, no Jacintinho.

 

A Secretaria de Segurança Pública (SSP) de Alagoas divulgou na tarde desta segunda-feira (5) a identidade de sete suspeitos que foram presos após a morte do sargento da Polícia Militar Marcus Antonio Cabral, durante uma abordagem do bairro do Jacintinho, em Maceió. Além deles, quatro adolescentes também foram apreendidos.

Os suspeitos foram identificados como Lucas Silva de Lima, conhecido como Lukinha, de 19 anos; Aleff Alcântara de Lima, 23; Tayana Barros da Silva, 19; Willames Ferreira Neves, 21; Marcos André da Silva, 29; Vinícius da Silva Haddad, 18; e Brenda de Oliveira Leandro, 19. Um adolescente tem 15 anos, duas adolescentes também têm 15 anos e uma outra, 16. O crime aconteceu na sexta (2), dia em que aconteceu a maioria das prisões.

Câmera de segurança flagrou momento em que sargento da PM foi morto no Jacintinho (Foto: Reprodução/TV Gazeta)Câmera de segurança flagrou momento em que
sargento da PM foi morto no Jacintinho
(Foto: Reprodução/TV Gazeta)

O AL TV 2ª edição exibiu um vídeo que mostra o momento em que o PM é baleado. A polícia disse que aparecem nas imagens Lukinha, apontado como sendo o atirador, Aleff e outras duas menores. Os suspeitos fugiram em direção à Grota do Rafael.

Pouco tempo depois, a PM ocupou a grota em busca dos responsáveis. Três suspeitos morreram e outros foram presos ou apreendidos. De acordo com a polícia, todos integravam o mesmo grupo criminoso.

O major Francelino explica que a polícia chegou à casa em que estavam os suspeitos, onde houve o confronto, após indicação da namorada de Lukinha. Antes ela tinha dito que ele estava em uma casa em Ipioca, mas como a polícia não o encontrou, ela apontou a residência onde morava a família do namorado.

"Ela nos disse que os irmãos do Lukinha moravam na grota [do Rafael]. Fomos até a residência que ela nos apontou e encontramos dois irmãos dele, um primo e uma outra pessoa. Nós os abordamos e fomos recebidos a tiros. Três deles morreram e outro ficou ferido. Na casa, apreendemos um revólver Taurus e uma pistola 380", contou o major.

Lukinha e Aleff foram foram indiciados por homicídio, tráfico de drogas e associação ao tráfico. Os outros suspeitos foram presos por envolvimento com o tráfico de drogas.

Cúpula da Segurança Pública de Alagoas apresenta detalhes de operações realizadas na semana passada (Foto: Derek Gustavo/G1)Cúpula da Segurança Pública de Alagoas apresenta detalhes de operações realizadas na semana passada (Foto: Derek Gustavo/G1)

Fraudes ao seguro DPVAT
Na mesma entrevista coletiva à imprensa onde foram passado os detalhes das prisões relacionadas ao caso do sargento, a SSP divulgou também prisões de pessoas suspeitas de fraudar o seguro de Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Via Terrestre (DPVAT).

O delegado Manoel Acácio Júnior, responsável pelas investigações, informou que quatro pessoas foram presas também na sexta-feira. Elas foram identificadas como David Alves da Silva, 31; Adelson Clementino da Silva Neto, 33; Arthur Silva Araújo Neto, 27; e Cristiano Cordeiro da Silva, 38. Este último, segundo a polícia, é agente socioeducativo terceirizado.

"Eles pegavam processos por invalidez permanente, e procuravam pessoas que quisessem participar do esquema, que gerava até R$ 13,5 mil. Essas pessoas entregavam os documentos e ganhavam até R$ 2 mil. O restante ficava com os suspeitos", informou o delegado.

Ainda segundo o delegado, após obter a documentação das pessoas interessadas em participar do esquema, os suspeitos falsificavam Boletins de Ocorrência, boletins médicos e do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), para então dar entrada na indenização.

"Esse golpe vem sendo aplicado desde 2013. As investigações ainda vão apontar como era feita a falsificação desses documentos. Até o momento, podemos dizer que seis pessoas se beneficiaram do esquema. Elas ainda serão ouvidas", conclui o delegado.

O grupo foi preso em cumprimento a mandados de prisão expedidos pela 3ª Vara Criminal em Maceió e no município de Anadia.

 

 

G1

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