Últimas
marilyn-mundo-botafogo

Artigo: Marilyn Monroe, Botafoguense! por Fernando Moura Peixoto

Mulheres comportadas raramente fizeram história.”

MARILYN MONROE (1926 – 1962)

Realizei uma enquete – mais uma! – com alguns amigos para saber por qual time de futebol Marilyn Monroe (1926 – 1962) torceria. Flamengo, disseram, de jeito nenhum! Muito menos Fluminense. Vasco da Gama, talvez. Mas o Botafogo, ah, o Botafogo ganhou disparado!

Um clube que nos legara ‘Gilda’ (o temperamental Heleno de Freitas), o genial ‘Anjo das Pernas Tortas’ (Mané Garrincha), certamente abrigaria em suas hostes a Diva Marilyn, a incompreendida “Estrela Solitária”, a ‘Deusa das Formas Perfeitas’ que “botou fogo” nos costumes de sua época e se tornou o maior símbolo sexual da história do cinema. Envergando o glorioso manto nas cores preto e branco a divina loura platinada ficaria muito sensual.

Experimentem vesti-la com qualquer uniforme de outra agremiação esportiva e irão ver que não combinaria nada com ela. Seu próprio epíteto de “Estrela Solitária” é a insígnia que o poliesportivo Botafogo de Futebol e Regatas orgulhosamente traz estampada no peito. Sua escalada tortuosa rumo ao sucesso reflete também a história vitoriosa do alvinegro carioca.

Assim sendo – e o mineiro de Belo Horizonte Paulo Mendes Campos (1922 – 1991) certamente concordaria –, fica então decretado que Marilyn Monroe era Botafoguense, juntando-se a ilustres – e póstumos – torcedores do clube de General Severiano, como Michelangelo, Stendhal, Bach, Dostoiévski, Rimbaud e Fernando Pessoa – considerados alvinegros pelo saudoso escritor e jornalista na célebre crônica “O Botafogo e eu”, publicada no livro “O gol é necessário”, editado pela Record em 2000.

O Botafogo e Marilyn – e o próprio Paulinho também – são meio “tantã”, além de paixão, confusão e penosas travessias. E às vezes “mais surpreendentes do que consequentes”, “dramaticamente inventados na hora”.

(Arquivo FMP)

Eu me renovo quando fico sozinha.”

– MARILYN, a “Estrela Solitária”, (1926 – 1962)

(Foto F. Moura Peixoto)

"O Botafogo é um menino de rua perdido na poética dramaticidade do futebol."

PAULO MENDES CAMPOS (1922 – 1991)

(Fotomontagem de Marilyn com a ‘Camisa Gloriosa’: MUNDO BOTAFOGO)

Texto: Fernando Moura Peixoto (ABI 0952-C)


 

Deixe seu comentário

Comentários via Facebook