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Calvozzo: Mudança ou passamos a ter boa vontade com a Seleção?

Será que os jogadores estavam fazendo corpo mole? A imprensa deixou de lado a implicância com a comissão técnica? O fato é que houve uma mudança no cenário


GOAL Por Rodrigo Calvozzo 


O Brasil vive uma fase oito ou oitenta. Esse constante debate de extremos acaba gerando opiniões muitas vezes exageradas. Seja “Fora Dilma” ou “Fora Temer”, machismo x feminismo, Lado a x Lado B, enfim, tudo por aqui agora se resume ao paraíso ou apocalipse.

E pelo visto esse fenômeno acabou contagiando também as opiniões a respeito da Seleção Brasileira. Até muito pouco tempo atrás nada prestava, os jogadores eram péssimos e segundo a opinião pública em geral, já estávamos inclusive muito próximos de não participar da próxima Copa do Mundo. Bastou uma atuação sob o comando de Tite, que as coisas mudaram da água para o vinho e agora a onda é de que “o campeão voltou”. Sim, pelo andar da carruagem a turma já está preparando a festa para 2018, na Rússia.

Sim, sejamos justos, o Brasil jogou bem, mas vamos com calma, né? O time é praticamente o mesmo que trabalhava sob o comando de Dunga, e Tite comandou apenas dois treinamentos rápidos. Vai me dizer que a nova filosofia tática já surtiu efeito?


(Foto: RODRIGO BUENDIA/Getty Images)

Acho que o clima é outro, muito mais leve do que quando o capitão do tetra dirigia o time, mas dizer que já temos uma seleção renovada acredito que seja sim exagero. Entendo que muitos coleguinhas passaram a ter mais boa vontade com o time canarinho e isso influenciou a boa atuação diante do Equador. Será que se Dunga ainda estivesse ali no banco de reservas os elogios seriam tão rasgados como foram ontem mesmo que a exibição fosse a mesma? Creio que não, pois Dunga gerou essa antipatia.

Por outro lado, os próprios atletas pareciam mais confiantes, provavelmente graças a tal leveza no ambiente já citada anteriormente. É verdade também que a presença de Marcelo (com disposição) na lateral esquerda também faz uma boa diferença e é aí que acho que foi o grande pecado do ex-treinador. Ele não soube separar o aspecto pessoal do profissional. Por mais que ele tivesse problemas com A, B ou C, não poderia jamais enfraquecer o elenco brasileiro como vinha fazendo constantemente.


(Foto: JUAN CEVALLOS/AFP/Getty Images)

Tite não é um santo milagreiro como muitos torcedores, em especial os corintianos, teimam em acreditar, muito menos um político em campanha eleitoral, que a cada gesto precisa demonstrar que está imbuído em levar o melhor para o povo. Para a imprensa a missão será saber separar o bom momento que vive com a atual comissão técnica com as críticas que precisarão ser feitas quando os problemas aparecerem. O peso das reclamações, por uma questão de justiça, deverá ser o mesmo que tinham quando Dunga era o treinador. E os jogadores? Ahh esses a gente fica torcendo que a boa atuação tenha sido mesmo um fruto do tal momento positivo e que aquela má vontade em vestir a camisa da Seleção tenha partido junto com os antigos membros demitidos. Corpo mole? Campanha para derrubar treinador? Não, não podemos afirmar que isso tenha acontecido por falta de provas. Mas cabe ao torcedor chegar a sua própria conclusão.


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O fato é que diante do Equador o time parece ter dado liga. Vamos torcer então para que essa atuação animadora não tenha sido isolada e que Tite realmente consiga colocar em prática novamente o espírito do futebol nacional.


Fonte: Goal.com

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