Últimas

Candidatura de Priscila Krause faz parte do Renascimento do Democratas

O DEM, nestas elei
O DEM, nestas eleies, investiu em candidaturas prprias para formentar lideranas. Foto: Ceclia de S Pereira/Divulgao

Como diz a sabedoria popular: “Nada como um dia após o outro e uma noite no meio”. Essa é a frase que pode sintetizar a atual fase do Democratas, partido que, na gestão do ex-presidente Lula (PT) teve o fim profetizado pelo petista em um discurso no Marco Zero, no Recife, no ano de 2010. Pois bem, o DEM não acabou e dá sinais de renascimento justamente no momento em que se esfacela a gestão da presidente afastada Dilma Rousseff (PT). No governo interino do presidente Michel Temer (PMDB) o partido voltou a gerir um ministério, o da Educação, com o pernambucano Mendonça Filho, e assumiu a presidência Câmara, com o deputado do Rio de Janeiro Rodrigo Maia. E são justamente esses “bons ventos” que a candidatura da deputada estadual Priscila Krause (DEM) à Prefeitura do Recife quer aproveitar. “Fazíamos uma crítica quase isolada ao ‘lulopetismo’ e acho natural essa reaproximação com a população”, comemora a democrata.

A postulação da democrata faz parte de uma estratégia de formação de novos quadros na legenda pelo país. “É uma estratégia nacional do partido, que é a de formentar candidaturas majoritárias viáveis no maior número de municípios e nos municípios de relevância. Recife entra de uma maneira indiscutível nesse cenário”, diz a postulante ao lembrar da candidatura à reeleição do correligionário Antônio Magalhães Neto, o ACM Neto, à Prefeitura de Salvador. Em 2012, ele foi eleito em um cenário desfavorável e hoje é um dos favoritos na disputa. “Houve um movimento na sociedade das forças políticas que, de fato, enfraqueceram muito o partido, inclusive com a criação do PSD (que tirou filiados do partido). A gente resistiu sem perder a coerência do discurso”, defende Priscila.

No Recife, a candidatura da democrata não conta com arcabouço partidário (só tem o apoio de um partido pequeno, o PMN), mas garante que contará com o peso “histórico”. Isso porque, no seu palanque, devem estar presentes antigos quadros do DEM, como seu pai, Gustavo Krause, e Roberto Magalhães, ambos ex-governadores e ex-prefeitos da capital. “Os dois estão fora da política há um bom tempo. É importante porque não tem essa questão da tutelação de uma candidatura. É um movimento saudável você ter essas referências e ter uma realidade própria”, diz a candidata, que tem 45 segundos no guia eleitoral e prefere não usar o termo “renascimento”. “Prefiro falar do fortalecimento do partido e de um momento bom que estamos vivendo”.

O ex-governador Gustavo Krause relembra que, de fato, o DEM quase teve seu fim decretado. “Houve várias conversas para a fusão do partido, a com o PTB estava a mais adiantada. Por questões regionais, não foi realizada”. Curiosamente, o democrata não comemora o declínio do PT, principal adversário do partido. “Não me sinto feliz fisicamente com o estado da política brasileira. O PT é mais importante do que as pessoas que estão nele. É um partido que tem suas raízes. Trabalhar para o fim de um partido é uma estratégia autoritária”, avalia, antes de profetizar: “Não há político morto. Os mortos governam os vivos. Nós vivemos um ressurgimento com certo protagonismo”.


Fonte: Diário de Pernambuco

Deixe seu comentário

Comentários via Facebook