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Cinco Estrelas: A(o) gosto azul

“Setembro começa com a vaga nas quartas da Copa do Brasil encaminhada, assim como a recuperação no Brasileirão. A tendência é a briga contra o Z-4 virar coisa do passado”



GOAL Por João Henrique Castro


O Cruzeiro atropelou o Botafogo no Rio de Janeiro nesta quinta-feira. Era o primeiro dia de setembro, mas a vitória cinco estrelas pode entrar na conta da consolidação de agosto como o melhor mês da temporada celeste.

Esqueça a liderança da fase de classificação do Mineiro que de nada valeu. Esqueça as vitórias nos clássicos disputados no Independência no Mineiro e no Brasileiro. A série de bons resultados da Raposa nas últimas semanas, enfim, consolidaram a recuperação planejada com a chegada dos reforços em junho, quando enfim a diretoria acordou e percebeu a péssima reformulação realizada em janeiro.

(Foto: Alexandre Loureiro/Light Press/Cruzeiro)

De quem chegou naquela época, quase ninguém restou. Do time titular contra os alvinegros, nenhuma peça foi contratada no início da temporada. Lucas Romero, que poderia ser titular, entrou e poderia ser titular tranquilamente, mas Pisano, Sánchez Miño, Riascos, Rafael Silva e Douglas Coutinho já se foram sem deixar saudade. Gino segue, mas quase não é aproveitado.

Lembrar desta situação é sempre importante, porque erros graves assim não podem insistir. Com este material humano à disposição, muita gente centralizou as críticas em Deivid e Paulo Bento até a diretoria finalmente entender que era necessário contratar com um pouco mais de critério. E o resultado, que naturalmente não teria como ser imediato, enfim começa a aparecer.

Rafael Sobis e Ramon Ábila, cada vez mais condicionados e à vontade, não passam em branco um jogo sequer. Robinho, na primeira boa sequência de jogos desde que chegou ao clube, não cansa de dar assistências. E Arrascaeta, acompanhado de companheiros de qualidade, também não para de deixar os colegas na cara do gol e decidir partidas.

Na defesa, a recuperação física de Manoel melhorou a segurança da zaga, bem como o desempenho de Edmar, o coadjuvante em que a diretoria mais acertou ao apostar em 2016. Lucas e Bruno Rodrigo estão abaixo e ajudam a explicar os números defensivos preocupantes, mas com confiança talvez recuperem as melhores fases. E no meio-campo, Henrique e Cabral vão aproveitando a qualificação do elenco enquanto Romero mostra-se como o único acerto de janeiro.

No meio disso tudo, destaca-se também a chegada de Mano Menezes. Acho injusto avaliar o seu trabalho em detrimento dos que vieram antes porque os jogadores são outros, mas é indiscutível que, quando um time rende, o comandante tem seus méritos. E como em 2015, Mano tem feito as opções que tem gerado bons resultados. Auxiliando a elevar a auto-estima do elenco e da torcida.

(Foto: Alexandre Loureiro/Light Press/Cruzeiro)

Setembro começa com a vaga nas quartas da Copa do Brasil encaminhada, assim como a recuperação no Brasileirão. A tendência é a briga contra o Z-4 virar coisa do passado e as atenções se voltarem na busca pelo penta do mata-mata nacional.

Agosto vai embora deixando a sensação de que é possível sonhar. A correção de rota foi feita há tempo e, embora o G-4 hoje seja um sonho distante, a disputa pelo título da Copa do Brasil é palpável.

O momento é de seguir unindo forças e embalar na reta final da temporada. A torcida já provou que está junta. Agora é seguir na luta!

João Henrique Castro, é professor, historiador e, obviamente, cruzeirense. Daqueles que sabe que nada brilha mais no céu do que as cinco estrelas que traz no peito. 


Fonte: Goal.com

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