Cinco Estrelas: Apoio e calma

“A pressão não pode aumentar exponencialmente a cada tropeço. Sob pena de transformar a presença da torcida em uma areia movediça que puxa o grupo para o fundo”.



GOAL Por João Henrique Castro


A semana que passou foi péssima para o Cruzeiro. Derrotas para Botafogo e São Paulo, três gols sofridos e nenhum marcado e a volta da pressão da disputa contra o rebaixamento.

Há uma semana, após uma boa sequência de vitórias, parecia possível sonhar com uma arrancada rumo ao G-4. De fato, o que separa a campanha de 2016 da recuperação de 2009, na mesma altura do campeonato, são apenas 3 pontos. 

Uma vitória em um dos dois últimos jogos e haveria ainda esta perspectiva. Mas duas derrotas colocaram praticamente tudo a perder. No momento, são 13 pontos de distância para o quarto colocado. E a zona de rebaixamento, novamente muito perto da Raposa.

A situação, evidentemente, preocupa. O time cinco estrelas tem uma sequência dura de jogos pela frente e, caso não vença o Atlético-MG no domingo, pode voltar ao grupo dos quatro últimos. Cenário que gera pressão e aumenta a responsabilidade sobre os jogadores, comissão técnica e também sobre a torcida.

Para um time que não briga na parte de cima da tabela, a média de público celeste é espetacular. Mais que isso, a venda de ingressos antecipada já nos permite ter a certeza de que o Mineirão estará lotado no próximo domingo. Mas o momento pede um pouco mais do que a simples presença do torcedor.

(Foto: Alexandre Loureiro/Light Press/Cruzeiro)

Os questionamentos a cada derrota são naturais, mas o Cruzeiro mudou de rota demais ao longo do ano. Treinadores e jogadores foram sendo descartados a medida que a temporada passada e chegamos a Setembro buscando entrosamento e conjunto que equipes que tem elencos piores já alcançaram. E isto, convenhamos, só se obtém com sequência.

Em função disso, é fundamental que a equipe e a torcida tenham, a cada jogo daqui em diante, o engajamento de uma final de campeonato. No entanto, a pressão não pode aumentar exponencialmente a cada tropeço. Sob pena de transformar a presença da torcida em uma areia movediça que puxa o grupo para o fundo.

Apesar do cenário preocupante, o campeonato não termina domingo. O momento pede apoio e, principalmente, calma. A reação, interrompida nas últimas rodadas, já havia começado e não é hora de por tudo a perder. Mais do que nunca, o Cruzeiro precisa da força de cada um de nós.

João Henrique Castro, é professor, historiador e, obviamente, cruzeirense. Daqueles que sabe que nada brilha mais no céu do que as cinco estrelas que traz no peito. 


Fonte: Goal.com

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