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Cinco observações sobre a vitória do City sobre o United no derby de Manchester

De Bruyne, Ibra, Mourinho, Guardiola, Pogba, Bravo…foram muitas coisas que aconteceram no último sábado (10) em Old Trafford


GOAL Por Tauan Ambrosio 


O Manchester City levou a melhor sobre o United no primeiro clássico inglês entre Pep Guardiola e José Mourinho. Foi o 50º triunfo do lado azul da cidade sobre o rival que veste a cor vermelha, e a oitava do treinador catalão sobre o português em 17 embates. Foi um jogo intenso, bom de se assistir e que ocasionou muito assunto para análises. Abaixo, confira cinco observações sobre o derby de Manchester!

Superioridade azul! É incrível como o City já tem a cara de seu técnico

Mesmo fora de casa, o City dominou o jogo, as ações e a posse de bola (Foto: Getty Images)

A partida foi disputada no Old Trafford, mas quem parecia estar em casa era o Manchester City. No primeiro tempo, os Citizens chegaram a ter até 70% da posse de bola. Correram mais do que os Diabos Vermelhos, sempre dosando a energia para efetuar o passe certo na hora certa em todas as fases do jogo.

O time de Guardiola deu 217 passes a mais, tendo um sucesso de 81,8% contra 75,3% em relação ao rival. Teve mais a bola no pé e soube valorizar isso. Em outras palavras: dominou! O que impressiona é a rapidez com a qual os jogadores do City assimilaram as complicadas (e espetaculares) ideias de Pep.

Dentre os ‘rejeitados’ o que ficou quieto decidiu

De Bruyne foi o nome do jogo… será que Mourinho se arrepende de tê-lo dispensado? (Foto: Getty Images)

Na ansiedade pelo confronto entre Guardiola e Mourinho, Ibrahimovic e seu empresário apareceram na mídia criticando bastante o treinador catalão. A razão está mais do que conhecida: a rápida e polêmica passagem do sueco pelo Barcelona treinado por Guardiola na temporada 2009-10.


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Dispensado do Chelsea quando Mourinho treinava a equipe de Londres, De Bruyne não falou muito. Mas a sua resposta em campo foi espetacular. O belga, que teve passagem pelo Wolfsburg antes de voltar à Inglaterra, foi o melhor jogador em campo.

Kevin De Bruyne aproveitou o erro de Blind, se antecipou ao defensor e finalizou com tranquilidade para abrir o placar. O camisa 17 também foi decisivo no segundo gol. Foi depois de um chute seu, quase sem ângulo, que acertou a trave, Iheanacho (outro grande destaque!) fez o segundo do City.

Bravo dá susto e vai conviver com a pressão

Com o pé foi bem… mas com as mãos Bravo não fez a melhor das estreias (Foto: Getty Images)

Guardiola não chegou ao City disposto a fazer apenas amizades. Insistiu para Joe Hart, goleiro e ídolo do clube, sair. Afinal de contas, queria um goleiro com mais habilidade nos pés e trouxe Claudio Bravo.

O chileno, ex-Barcelona, participou do jogo com a chuteira (deu 56 toques na bola, mais do que o atacante Iheanacho)… mas falhou feio no lance do gol de Ibrahimovic.

Ibrahimovic cheio de vontade de frustrar Guardiola

Apesar da derrota, Ibrahimovic voltou a jogar muito bem e fazer gol pelo United (Foto: Getty Images)

Zlatan Ibrahimovic não deve ter saído muito feliz do Old Trafford depois de ter sido derrotado. Pelo revés, e pelo fato de Guardiola ter saído vitorioso do outro lado. Mas ao menos o sueco se esforçou, como ninguém, para impedir que isso acontecesse.

Raio-x de Ibra no ataque contra o City

Ninguém arriscou tantos chutes (10) ou tantos chutes a gol (3). Só que apenas um deles morreu no fundo das redes. O prêmio de consolação foi ter igualado uma marca que deixa os torcedores do United animados: antes dele, apenas Louis Saha e Van Persie haviam feito quatro gols nos quatro primeiros jogos de Premier League com o clube.

Pogba decepcionou

Correu muito, mas fez pouco (Foto: Getty Images)

O clássico de Manchester foi emocionante, mas se alguma coisa decepcionou foi a atuação de Pogba. Jogador mais caro de toda a história do futebol, o francês só não correu mais do que o oponente David Silva. No Manchester United ninguém gastou tanto a perna quanto o camisa 6, que percorreu uma distância de 11,81 km.

Só que futebol não é maratona. E com a bola no pé o jovem de 23 anos, que é craque, não conseguiu criar muita coisa. Apesar de ter participado em alguns toques (30 deles no campo de ataque) poucos deles representaram perigo – na realidade, apenas um. Todo mundo tem um dia ruim, mas é impossível não ter a expectativa de ver um jogador da linha de Pogba desequilibrando em um jogo grande, por um clube gigante que joga em seus domínios.


Fonte: Goal.com

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