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Conclusão de julgamento de réus da Taturana é adiada mais uma vez

Julgamento estava previsto para a quinta-feira (29). Desembargador que pediu vistas vistas irá anunciar nova data.

 

 

A conclusão do julgamento dos condenados por participação no esquema revelado pela Operação Taturana, programada para a quinta-feira (29) foi adiada mais uma vez.

A informação foi divulgada pelo Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ-AL) nesta quarta (28).

De acordo com o tribunal, o desembargador Fernando Tourinho, que havia pedido vistas na última sessão, informou que não seria possível julgar o processo na data anteriormente marcada por conta da complexidade da peça, que conta com quase 14 mil páginas.

Ainda segundo o TJ, Tourinho garantiu que vai informar uma nova data para o julgamento até a sexta-feira (30).

A Operação Taturana foi desencadeada em 2007 e tinha como alvo deputados estaduais suspeitos de desvios de mais de R$ 300 milhões da Assembleia Legislativa. Segundo as investigações, os acusados contraíram empréstimos pessoais fraudulentos junto ao Banco Rural S/A, que eram pagos com cheques da ALE.

Foram condenados por participação no esquema João Beltrão, Maria José Viana, Cícero Amélio, Paulo Fernando dos Santos (o Paulão), Manoel Gomes de Barros Filho (o Nelito Gomes), José Adalberto Cavalcante Silva, Arthur Lira, Celso Luiz Tenório Brandão e Cícero Almeida, além do banco Rural S/A, e todos eles recorreram.

Durante a apreciação dos recursos na última quinta (22), o desembargador Fernando Tourinho pediu vistas após o desembargador-relator do processo, Domingos Neto, votar pela manutenção das condenações. Tourinho afirmou que pediu vistas para analisar o pedido da defesa de Arthur Lira, que afirma que a notificação ao réu não foi realizada de maneira correta.

“Tive dúvidas quanto a uma das preliminares suscitadas e pretendo analisar melhor a questão. O processo será trazido à mesa no próximo dia 29”, explicou, ao fazer referência à menção do advogado Fábio Ferrário, de que Lira deveria ter sido notificado através de mandado entregue à parte, e não por meio de publicação no Diário da Justiça.

Caso Tourinho não acompanhe o posicionamento do relator, pode haver o desmembramento do processo em relação a Arthur Lira, levando ao desmembramento do processo para julgá-lo separadamente, e assim não atrapalhar o andamento do feito em relação aos demais acusados.

 
 

 

Gazetaweb

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