Confira quem votou contra a cassação de Eduardo Cunha

Ex-deputado foi cassado por 450 votos contra 10. Foto: Marcos Oliveira/Ag
Ex-deputado foi cassado por 450 votos contra 10. Foto: Marcos Oliveira/Agncia Senado

Ao todo, 469 parlamentares estiveram presentes na sessão que decidiu sobre a cassação do mandato do ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha. O peemedebista sofreu um pesado revés, com 450 votos a favor da cassação e apenas dez contra. Foram nove abstenções.

Eduardo Cunha tem seu mandato cassado pela Câmara dos Deputados

Pesava contra Cunha a acusação de ter mentido em depoimento espontâneo à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras, em maio de 2015, quando disse não ter contas no exterior. Cunha nega que tenha mentido à CPI, argumentando que apenas é beneficiário de um trust familiar contratado por ele para administrar seus recursos no exterior. O ex-presidente da Câmara está inelegível até 2026.

No site da Câmara, é possível conferir como votou cada parlamentar. A seguir, a lista dos poucos que adotaram uma postura de fidelidade ao agora ex-deputado federal Eduardo Cunha.

Carlos Marun (PMDB-MS) – Provavelmente o maior dos poucos aliados que ficaram ao lado de Cunha até o último momento. Marun é integrante do Conselho de Ética da Câmara e da tropa de choque montada para tentar defender o mandato do ex-presidente da Câmara.

Carlos Marun, maior aliado de Cunha. Foto: Ag
Carlos Marun, maior aliado de Cunha. Foto: Agncia Cmara/Arquivo

Paulinho da Força (Solidariedade-SP) – “Estou com ele para o que der e vier”, disse, sobre Cunha, em outubro de 2015. Paulinho foi um dos principais articuladores da abertura do processo de impeachment de Dilma Rousseff e permaneceu fiel a Cunha até o final.

Paulinho da For
Paulinho da Fora (segundo da esquerda para a direita) ao lado do senador Acio Neves. Foto: Edilson Rodrigues/Agncia Senado

Marco Feliciano (PSC-SP) – Representante da bancada evangélica da Câmara, o pastor Marco Feliciano ficou conhecido pela frase “Se Cunha é malvado, é meu malvado favorito”. Recentemente esteve envolvido em um escândalo: foi acusado de assédio sexual, tentativa de estupro e agressão a Patrícia Lélis, integrante da ala jovem de seu partido. A jornalista foi indiciada por denunciação caluniosa contra um assessor do deputado.

"Se Cunha
“Se Cunha malvado, meu malvado favorito”, declarou Feliciano. Foto: Jos Cruz/Agncia Brasil

João Carlos Bacelar (PR-BA) – Outro grande aliado de Cunha, Bacelar foi o autor de um pedido encaminhado ao Supremo Tribunal Federal para que o processo contra Eduardo Cunha fosse suspenso. O pedido foi negado pela ministra Cármen Lúcia. Apesar de aliado a Cunha, votou contra o impeachment de Dilma.

Bacelar se manteve fiel a Cunha at
Bacelar se manteve fiel a Cunha at o ltimo instante. Foto: Lcio Bernardo Jr./Agncia Cmara

Wellington Roberto (PR-PB) – Da mesma forma que seu colega de partido, o parlamentar também encaminhou ao STF um pedido de suspensão ao processo contra Cunha. A solicitação foi negada pelo ministro Edson Fachin. Integrante da tropa de choque de Cunha, era um dos responsáveis por tumultuar as sessões da Comissão de Ética para protelar o processo contra o ex-presidente da Câmara. Chegou a discutir e trocar tapas com o também deputado Zé Geraldo (PT-PA) em uma dessas ocasiões.

Wellington Roberto foi autor de um dos pedidos negados de suspens
Wellington Roberto foi autor de um dos pedidos negados de suspenso do processo. Foto: Lus Macedo/Agncia Cmara

Arthur Lira (PP-AL) – Presidente da Comissão de Constituição e Justiça, o mais importante colegiado da Câmara dos Deputados. Pesam sobre ele acusações de corrupção passiva, formação de quadrilha e lavagem de dinheiro. Foi delatado pelo doleiro Alberto Youssef, que declarou que o deputado recebia uma “mesada” que variava de 30 mil a 150 mil reais.

Arthur Lira
Arthur Lira presidente da Comisso de Constituio e Justia da Cmara. Foto: Lus Macedo/Agncia Cmara

Júlia Marinho (PSC-PA) – Também da bancada evangélica, Marinho ficou famosa por tentar emplacar projeto de proibição de adoção de crianças por casais gays em 2015. Foi eleita, no mesmo ano, presidente da Comissão da Integração Nacional e Desenvolvimento Regional e da Amazônia. 

Deputada J
Deputada Jlia Marinho, do PSC do Par. Foto: PSC/Reproduo

Jozi Araújo (PTN-AP) – Integrante do Conselho de Ética, Jozi Araújo ainda era do PTB quando assumiu a vaga após a renúncia do deputado Nilton Capixaba (PTB-RO), em fevereiro deste ano. Ainda presidente da Federação das Indústrias do Amapá (Fieap), foi denunciada em 2008 pelo crime de apropriação indébita. A acusação é de que ela teria sido beneficiada por esquema de desvio de dinheiro de uma cooperativa de veículos que prestava serviços à companhia elétrica de seu estado. A condenação só ocorreu em 2014, seis anos após a denúncia. A pena da deputada, que seria de dois ano, quatro meses e 13 dias de reclusão, prescreveu.

Jozi Ara
Jozi Arajo integrante do Conselho de tica da Cmara. Foto: PTN/Reproduo

Carlos Andrade (PHS-RR) – Seis dos sete deputados federais do PHS votaram a favor do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, inclusive Carlos Andrade. À época da votação pelo impedimento na Câmara, o parlamentar declarou que a petista havia perdido a governabilidade e lamentou a alta da inflação e do desemprego, com cerca de 10 milhões novos desempregados. “Temos a obrigação de agir”, disse.

Carlos Andrade, um dos seis deputados do PHS a votar favor da cassa
Carlos Andrade, um dos seis deputados do PHS a votar favor da cassao. Foto: Agncia Cmara/Arquivo

Dâmina Pereira (PSL-MG) – Foi indicada por Cunha para o comando da bancada feminina na Câmara do Deputados, em 2015. Se tornou, ainda no ano passado, coordenadora dos Direitos da Mulher na Câmara. Dos parlamentares de Minas Gerais, foi a única que votou contra a cassação do ex-presidente da Casa.

D
Dmina coordenadora dos Direitos da Mulher na Cmara. Foto: Edlson Rodrigues/Agncia Senado


Abstenções

Nove deputados federais se abstiveram de votar a favor ou contra a cassação do mandato de Eduardo Cunha. A ausência mais notável foi a de André Moura, líder do governo Temer na Câmara dos Deputados.

Alberto Filho (PMDB-MA)

Alfredo Kaefer (PSL-PR)

André Moura (PSC-SE)

Edson Moreira (PR-MG)

Laerte Bessa (PR-DF)

Mauro Lopes (PMDB-MG)

Nelson Meurer (PP-PR)

Rôney Nemer (PP-DF)

Saraiva Felipe (PMDB-MG)

Com informações da Agência Câmara Notícias e da Agência Brasil


Fonte: Diário de Pernambuco

Deixe seu comentário

Comentários via Facebook