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Corpo da cantora Carmen Silva é velado em SP e filha elogia: 'Guerreira'

Morre a cantora Carmen Silva (Foto: Reprodução)Morre a cantora Carmen Silva (Foto: Reprodução)

Familiares e amigos prestam suas últimas homenagens nesta terça-feira, 27, no velório da cantora Carmen Silva, que acontece desde às 6h, no cemitério municipal de Santana do Parnaíba, em São Paulo. A artista morreu na segunda-feira, aos 71 anos, em decorrência de uma parada cardíaca.

Karla, filha da cantora, que mora nos Estados Unidos, chegou muito emocionada ao local por volta das 11h30. Ela foi recebida pelos primos Monalisa, Simone e Geraldo Nunes e pela tia, Maria Nunes. Jorge, outro filho da cantora, não pode vir ao Brasil para o velório.

“No último domingo à tarde, durante o horário da visita, ela teve uma parada cardíaca e já foi entubada. O médico avisou que o estado era gravíssimo e explicou que o sangue estava coagulando e que o organismo já não respondia aos medicamentos. Então já avisei à Karla, que estava no aeroporto vindo para cá quando soube da morte da mãe”, explicou Maria Nunes ao EGO.

Carmen já havia sido internada no mês passado e, dois dias após a alta, piorou e precisou voltar ao hospital em 13 de setembro.

Maria Nunes fez questão de ressaltar a importância da carreira musical da irmã, em especial, no exterior, onde fez muitos shows. “Tinha muita fama lá fora e recebeu vários trofeus”, contou ela, que ainda explicou a escolha do Cemitério Municipal São Miguel Arcanjo. “Nossa família é daqui e meu marido, o compositor Geraldo Nunes, também foi enterrado aqui há quatro meses”, contou.

‘Minha mãe era extremamente contente’

Previsto para as 16h30 desta terça-feira, o enterro deve ser adiantado com a chegada de Karla ao Brasil. Em conversa com a reportagem, a herdeira relembrou que a última vez que encontrou a mãe foi há três anos, quando veio ao Brasil. Ela mora há 29 anos nos Estados Unidos.

“Minha mãe era extremamente contente, para cima, me dava muita força. Uma grande amiga e grande guerreira”, contou ela, que, como a tia, elogiou a carreira internacional de Carmen.

“Ela viajava muito, cantava muito fora do país. Estados Unidos, Canadá, Portugal, África, Espanha… Lá fora, as pessoas não vêem a idade, elas olham a voz da pessoa e pronto. É diferente. Não tem idade para começar a cantar”, contou ela, que apesar de ter ido direto do aeroporto para o velório, garantiu não estar cansada. “Deus dá a força que a gente precisa para nossa jornada”.

Rita Carvalho, que foi empresária da cantora por cerca de 20 anos, também falou sobre a parceria com a cantora ao longo dos anos. “Temos muita história. Chegamos uma vez em Mato Grosso do Sul para fazer três shows e ficamos para 39 datas”, relembrou ela, elogiando a beleza da amiga.

“Ela no palco, com aquele batom pink… Eu até passei hoje para lembrar dela. Era muito linda, uma princesa. É muita alegre. O sorriso dela era tudo”, afirmou Rita, emocionada.

Relembre a carreira

Natural de Veríssimo, cidade do Triângulo Mineiro, Carmen Sebastiana de Jesus (nome de batismo) trabalhava na juventude como babá e empregada doméstica, mas tinha o sonho de ser cantora. Determinada com essa meta, ela passou a participar de programas de calouros.

No fim da década de 60, em sua de suas tentativas, Carmen venceu o concurso “Um Cantor por um Milhão, um Milhão por uma Canção”, na TV Record. Devido à visibilidade conquistada, foi convidada a gravar seu primeiro compacto, que a lançaria para o sucesso em todo o Brasil com a música “Adeus, solidão”, de 1969. A canção era uma versão de Newton Miranda para “Picking up pebbles”, de Custis.

Durante a carreira, lançou outros sucessos, como “Espinho na Cama”, “Meu Velho Pai”, “Fofurinha” e “Amor com Amor se Paga”, e ganhou prêmios, como os troféus Roquete Pinto e Chico Viola.

Na década de 90, a carreira começou a entrar em declínio e, com isso, passou a enfrentar crises de depressão. Nesse período, viajou aos Estados Unidos para visitar sua filha, Karla, que frequentava cultos evangélicos. Lá, Carmen se converteu à religião.

Em 2001, iniciou carreira gospel ao assinar contrato com a gravadora Graça Music. Lançou três CDs pelo selo, sendo que o primeiro vendeu mais de 100 mil cópias, garantido Disco de Ouro à artista. Em 2004, ela decidiu não renovar contrato com a gravadora e passou a se dedicar a assuntos pessoais, deixando a carreira como cantora em segundo plano.


Fonte: Ego.globo.com

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