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Cristóvão assume erros, mas diz que negociações atrapalharam e afirma que o torcedor do Corinthians ficou ‘mal acostumado’

Treinador foi demitido do Timão após a derrota no clássico contra o Palmeiras

Demitido do Corinthians após a derrota no Dérbi do último sábado, Cristóvão Borges falou sobre as dificuldades pelas quais passou durante os três meses em que ficou no comando do clube alvinegro. O comandante lamentou a perda de jogadores, assumiu que cometeu erros, mas disse acreditar na recuperação da equipe ainda nesta temporada.

“A saída dos jogadores foi o desequilíbrio de tudo. Que fique claro: a diretoria não queria que saíssem e eu também não. Mas não houve possibilidade de segurá-los. O clube não tinha o controle de direito econômico. Se o jogador quer ir fica difícil segurar. A minha vinda para substituir o Tite, que ganhou tudo, seria uma coisa difícil. Eu sabia disso, mas sabia também que estava tendo minha grande oportunidade. Não via isso como grande empecilho”, afirmou em entrevista ao Globoesporte.com.


(Foto:© Daniel Augusto Jr/Ag. Corinthians)

“É um preço muito alto que o presidente está pagando e que o treinador também paga. Ninguém valoriza muito essa coisa do correto, do pagar em dia. Todo mundo quer título e, às vezes, para muitos não importa a que preço. Mas pelo o que clube tem de solidez, ainda vai se manter em uma posição boa. Daqui a pouco volta ao G-4. E, na Copa do Brasil, é possível brigar pela forma de disputa”, acrescentou o treinador, que ainda fez elogios ao torcedor corintiano apesar das críticas.

“Minha experiência no Corinthians como profissional foi altamente positiva e enriquecedora. Minha grande frustração é a seguinte: fizemos jogos fora onde a torcida adversária era maior, mas vi a nossa abafar. Eu sei o que a torcida queria, era o que a gente queria. Esses momentos me tocam muito. O jogo contra o Palmeiras foi o que mais me tocou e emocionou. Entrar em campo, ver a torcida fazer aquilo que fez e não conseguir dar a resposta que eles querem… A torcida do Corinthians é um espetáculo. Foi frustrante”, explicou.

Para Cristóvão, o fato de o Corinthians ter ganhado vários títulos nos últimos fez com que a Fiel ficasse mais exigente. O comandante deixou o Timão após sete vitórias, cinco empates e seis derrotas (48% de aproveitamento).

“Na hora da oscilação, aconteceram coisas que ajudaram no desequilíbrio do time. Esse terreno é muito fértil para acertos e erros. Eu errei e acertei, o que é normal. Mas eu estava num lugar em que não podia errar. E quando errei, criou-se uma atmosfera adversa difícil de ser retomada. Tudo veio de uma vez só e de uma maneira incompreensível, com críticas além da conta, exageradas e desrespeitosas. Criou-se um monstro. Mas com relação à torcida, tenho zero mágoa. Aliás, em relação à nada. Mágoa de ninguém. Nunca me senti tão acolhido e protegido como no Corinthians. Essa atmosfera exterior foi pesada para todo mundo. A cobrança era muito grande”, concluiu.



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Fonte: Goal.com

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