Deborah Secco fala sobre volta ao trabalho: ‘Choro para sair de casa’

Deborah Secco como Inês em Malhação: volta ao trabalho - Globo/Cesar Alves (Foto: Globo/Cesar Alves)Deborah Secco como Inês em Malhação: volta ao trabalho – Globo/Cesar Alves (Foto: Globo/Cesar Alves)

A nova temporada de “Malhação” marca a volta de Deborah Secco ao trabalho após o nascimento da filha, Maria Flor. Ela conta que está feliz com a participação na novela teen, projeto bem mais tranquilo no quesito carga horária do que uma novela no horário nobre, por exemplo. Mas, ainda assim, a atriz enfrenta o dilema de muitas mães: ter que deixar o bebê em casa para garantir o salário no fim do mês.

No intervalo de uma gravação de “Malhação” acompanhada pelo EGO, Deborah abre o coração e fala sobre vários temas: maternidade, trabalho, família, projeto de mais um filho e até sobre erros do passado. Veja tudo:

Deborah Secco com Barbara Maia e Caio Manhete: seus filhos na ficção (Foto: Globo / Mauricio Fidalgo )Deborah Secco com Barbara Maia e
Caio Manhete: seus filhos na ficção
(Foto: Globo / Mauricio Fidalgo )

Volta ao trabalho
“Ainda choro para sair de casa. É muito difícil e cruel esse pouco tempo que dão de licença-maternidade. Justamente quando a criança começa a fazer tudo, como a querer falar e andar, você tem que voltar a trabalhar e delegar os cuidados. Fico com a cabeça em casa e a babá eletrônica o tempo todo ligada na minha bolsa, mas preciso que entender que essa volta é pela e para a Maria. Tenho certeza de que ela vai saber disso no futuro”.

Expectativas
“Tento ser a mãe que gostaria de ser, mas nunca somos exatamente o que sonhamos. Queria ter mais tempo para ficar com a Maria, não queria precisar voltar a trabalhar agora, por exemplo. Mas tento sempre ser a melhor mãe que posso ser”.

Realização
“Esse é o período mais feliz da minha vida, sem dúvida. Sempre tive uma carreira bem-sucedida e estável, mas nunca escondi de ninguém que minha carência era ali na parte da família. Hoje tenho uma realização pessoal que nunca tive. Antes ia trabalhar me apegando àquilo para suprir todas minhas carências externas. Agora o trabalho não tampa mais nenhum buraco, sabe? Tenho minha vida, minha filha, minha família, meu marido e meu trabalho”.

Deborah Secco e Maria Flor (Foto: Reprodução/Instagram)Deborah Secco e Maria Flor
(Foto: Reprodução/Instagram)

Mãe real e na ficção
“Ser mãe na ficção tendo essa experiência real fica mais fácil. Agora consigo captar que essa mulher abandonou todas suas possibilidades pelos filhos. Quando somos mãe, nossa vida muda. Todas minhas escolhas giram em torno da Maria e não entendia isso, de amar alguém mais que eu mesma a ponto de fazer escolhas por essa pessoa e não por mim. Hoje entendo”.

‘Malhação’
“Costumo fazer imersões quando começo um trabalho, passo quatro meses fora fazendo pesquisa. Desta vez, por causa da Maria, não fiz, mas fui andar de ônibus e vi que as mulheres andam segurando a alça da bolsa junto ao corpo por medo de assalto. Eu nunca tinha feito isso. As meninas que trabalham na minha casa também me ajudam muito. Se elas falam algo curioso, eu gravo”.

Vida normal
“Tento ser uma pessoa normal, uma mãe normal. Quero que a Maria saiba que a foto dela é normal e não vale mais do que a de ninguém. Ela é uma criança normal e vivo minha vida normalmente. Se a gente acreditar que somos diferentes do restante do mundo, ferrou”.

Deborah Secco com o marido, Hugo Moura: parceiro de vida (Foto: Globo/Ramón Vasconcelos)Deborah Secco com Hugo Moura: parceiro de
vida (Foto: Globo/Ramón Vasconcelos)

Marido
“O Hugo vem de uma história completamente diferente da minha. Ele teve que dar um diploma para a mãe para só depois começar a correr atrás do que queria. E ele quer muito ser ator. Busca pelos méritos dele e tenho muito orgulho. Para o Hugo é muito difícil, principalmente por ser casado comigo. Há uma grande cobrança e, mesmo assim, ele não desiste. Isso me faz admirá-lo muito”.
 

Mais filhos
“Não tenho outros planos profissionais para agora, só ‘Malhação’. Queria focar no segundo filho, mas o marido ainda não quer (risos). Tenho 1 ano e 6 meses de diferença para minha irmã e isso é muito bom. A gente cresceu junto, usava as mesmas roupas, aprendemos a dividir. Hoje minha irmã é minha grande parceira. Esse foi o melhor presente que meus pais puderam me dar e gostaria de dar o mesmo para a Maria. Mas filho a gente não faz sozinho, né? Então fico tentando, vai que um dia emplaco…  (risos)”.

Erros do passado
“Esse clichê de que tudo o que vivi serviu para ser quem sou hoje não serve para mim. Se eu pudesse ter evitado algumas coisas que vivi, faria isso sem dúvida. Se eu pudesse voltar no tempo, não teria feito muitas coisas, isso me pouparia muito. Mas é aquilo… A gente aprende errando, infelizmente”.


Fonte: Ego.globo.com

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