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Eduardo Cunha se pronuncia à Câmara dos Deputados

Eduardo Cunha enfrenta sess
Eduardo Cunha enfrenta sesso da Cmara que julga a cassao de seu mandato. Foto: PMDB Nacional/Reproduo

O deputado federal afastado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) se defendeu durante a sessão da Câmara dos Deputados que julga o processo de cassação de seu mandato. O parlamentar começou a discursar por volta das 21h.

Cunha disse que “marcar esse processo às vésperas de um processo eleitoral é querer transformar isso num circo”. Para o peemedebista, seus colegas de Casa “já vieram com decisão pré-tomada”, em relação à votação da cassação.

O deputado comentou a “velocidade” do seu processo no STF de 60 dias. Citou uma denúncia contra o presidente do Senado, Renan Calheiros, que não é apreciado no Supremo. “Tratamento é diferenciado”, afirmou.

Ele mencionou que a falta de maioria parlamentar do governo o levou a perder projetos. Ele nega ter proposto pautas-bomba. “Bomba era o governo”.

O deputado afirmou que durante seu mandato chegaram 53 pedidos de impeachment. “Eu neguei 40, aceitei 1 e 12 eu não deliberei”, lembrou.

Houve comoção no plenário da Câmara. Cada vez que falava sobre o PT, Cunha era vaiado.

Cunha disse que a pergunta feita na CPI é se ele tinha conta não declarada: “Cadê a conta? Que conta é essa que você não consegue movimentá-la ou acessá-la?”. Também negou contas no exterior. “O patrimônio que eu tinha foi adquirido há muitos anos”.

Ele reclamou que a pergunta foi se ele possuía conta não declarada e não se ele possuía conta: “Minha esposa não é deputada”.

O deputado questionou “manobras” feitas no Conselho de Ética contra ele. “A manobra para me cassar, ela é do bem”.

Cunha foi aplaudido e vaiado por alguns deputados ao dizer que foi responsável pela abertura do impeachment. “Golpe foi dado pela presidente [Dilma]. Golpe é usar dinheiro do petrolão pra pagar caixa 2 de campanha”, acusou.

“Eu estou pagando o preço de ter o meu mandato cassado por ter dado continuidade ao processo de impeachment. (…) É o preço que eu estou pagando para o Brasil ficar livre do PT”, disse.

Cunha pede para ser julgado com isenção. “Não me julguem pelo ‘ouvi dizer’. Julguem pelo que sou acusado”, solicitou. Disse ainda que foi chantageado e que recebeu ofertas durante o mandato de presidente da Câmara dos Deputados. “Não me julguem pelo aquilo que vocês não conhecem de perto”.

O peemedebista se emocionou e chegou a gaguejar ao falar da possibilidade de deixar o cargo. “Posso estar nesse momento pela última vez falando na tribuna. Certamente, minha vida está há muitos anos dedicada a esta Casa. A maioria quer me cassar e vai fazer isso de  qualquer jeito, mas que siga o regimento. Uma coisa que ninguém pode negar é que eu conheço muito bemoregimento e sempre seguir o regimento”.

Com Agência Brasil e Correio Braziliense


Fonte: Diário de Pernambuco

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