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Ex-tenente da PM-AL é condenado pela morte do tributarista Sílvio Viana

José Luiz da Silva Filho foi condenado a mais de 19 anos de prisão. Fiscal de tributos foi assassinado com 10 tiros em outubro de 1996

 

 

A Justiça condenou, nesta quarta-feira (28), durante o julgamento realizado no Fórum da Capital, em Maceió, o ex-tenente da Polícia Militar de Alagoas, José Luiz da Silva Filho, a 19 anos, 9 meses e 28 dias de prisão pela morte do Fiscal de Renda, Sílvio Viana, que ocupava em 1996 o cargo de coordenador da Coordenadoria de Arrecadação Tributária (CAT) da Secretária de Estado da Fazenda de Alagoas (Sefaz), setor responsável pela cobrança de tributos no estado

Na sentença, o juiz Geraldo Cavalcante Amorim levou em consideração a conduta social do ex-tenente, que integrava a conhecida 'Gangue Fardada', grupo de extermínio formado por integrantes da Polícia Militar de Alagoas, além das condições do crime que não deu oportunidade de defesa à vítima.

“As circunstâncias do crime são nefastas e devem ser aplicadas em desfavor do réu, levando-se em conta que o crime se deu em plena via pública, colocando em risco os moradores do Povoado de Ipioca. Ademais, o crime foi planejado por integrantes da briosa Polícia Militar de Alagoas contra a inditosa vítima, Fiscal de Renda Estadual – que exercia suas funções de fiscalizar e cobrar os devedores de tributos estaduais”, expõe o juiz na sentença.

Ao acrescentar que “as consequências do crime são gravíssimas, em vista da perda repentina de uma vida humana, deixando em luto seus pais, irmão, familiares e amigos, bem como a sociedade que teve uma perda irreparável, porque a vítima era considerada um mártir da probidade administrativa, um fiscal implacável. Demais disso, o Estado de Alagoas passava por um momento turbulento, com os salários dos funcionários públicos em atraso, inúmeras greves e a violência disseminada, porque uma célula do crime organizado estava instalada na Instituição Policial e em outros segmentos. Foi considerada como a maior organização criminosa deste Estado, denominada pela imprensa de 'Gangue Fardada', que resolveu trucidar a vítima de forma impiedosa por contrariar interesses de terceiros”, completou.

Crime
O chefe do setor de arrecadação da Sefaz, Sílvio Viana, foi assassinado no dia 28 de outubro de 1996, com 10 tiros, durante uma emboscada realizada na AL-101 norte, em Maceió. Na época, ele investigava o calote de impostos do setor sucroalcooleiro, procedimento que prejudicava as finanças públicas do estado que encontrava-se em sérias dificuldades para pagar servidores e fornecedores. Fato que segundo as investigações motivou o crime.

 

G1

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