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Funcionário público é demitido por ungir local de trabalho

6/09/2016 – 9:00

Eric Cheeley disse que foi instruído por Deus e alega “discriminação religiosa”



Funcionário público é demitido por ungir local de trabalho Funcionário público é demitido por ungir local de trabalho

Eric Cheeley é um cristão comprometido, membro de uma igreja pentecostal. Todos os dias, antes de começar a trabalhar ele faz suas orações e lê porções das Escrituras. Cerca de dois anos atrás ele chegou muito cedo de manhã em seu escritório, no Departamento de Melhorias de Miami. Enquanto fazia seu devocional, alega ter ‘sentido’ da parte de Deus que deveria ungir o local.

Ele se levantou e começou a usar o óleo que carregava consigo para consagrar o ambiente. Enquanto orava passava os dedos ungidos em vários lugares, desenhando uma cruz. Segundo os relatos dos funcionários, alguém chamou a polícia, afirmando que haviam “vandalizado seu escritório”, desenhando cruzes com óleo nas paredes, portas, e cubículos do departamento.

O jornal Miami New Times disse que alguns colegas de Cheeley achavam que aquilo podia representar alguma ameaça e ser trabalho de bruxaria. Por causa da influência da cultura cubana na cidade, acreditavam estar relacionado com a “santeria”, uma religião de matriz africana muito comum no Caribe.

O funcionário pentecostal já havia saído para fazer seu trabalho de fiscalização na rua e não sabia o que estava acontecendo. Até ser chamado pela polícia.

Procurou então Mark Spanioli, seu supervisor, e explicou que tinha ungido o local querendo “apenas abençoar o departamento.” Ele foi demitido no dia seguinte. Alegando “discriminação religiosa”, abriu um processo trabalhista contra a prefeitura.

Contudo, o tribunal federal deu o parecer final esta semana, mantendo a condenação. As leis são diferentes nos Estados Unidos e não existe a estabilidade do serviço público como no Brasil.

À imprensa, Eric Cheeley contou que, naquela manhã, “estava sentado no meu cubículo chorando. Pensei ter ouvido Deus me dizendo: ‘abençoe o departamento’”. O Ex-funcionário público entrou com um pedido para receber os salários do período que ficou afastado da função e os honorários advocatícios.

A advogada Ansana Singh, que o representa, alega que durante “quase sete anos de trabalho, o Sr. Cheeley foi um funcionário exemplar e nunca teve problemas, exceto quando foi forçado a abandonar sua função, numa retaliação clara após ter expresso suas crenças religiosas”.

Para o juiz federal Robert Scola Jr., que indeferiu o pedido, sua decisão foi tomada por que o autor não conseguiu provar que a cidade o demitiu por motivos religiosos. O motivo alegado foi que ele “arruinou o patrimônio” e “atrapalhou o andamento do serviço”. Para o magistrado, “esses fatos são incontestáveis”.

Inconformado, Cheeley disse que vai apresentar um novo processo, pois seu chefe Mark Spanioli, que tomou a decisão de demiti-lo, “estava ciente de que autor era pentecostal, e lhe foi explicado que aquela era uma prática religiosa que não causou danos ao patrimônio”. Com informações de Christian Post


Fonte: Gospelprime.com.br

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