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Geraldo Julio (PSB) e Daniel Coelho (PSDB) tiveram momento mais tenso do debate

Os quatro principais candidatos a prefeito do Recife participaram ontem do debate da Rede Globo. Geraldo Julio (PSB), João Paulo (PT), Daniel Coelho (PSDB) e Priscila Krause (DEM) se enfrentaram em quatro blocos, onde não faltaram acusações e ironias. O clima mais tenso ficou entre Geraldo e Daniel. O tucano bateu em vários pontos da gestão do PSB, como os gastos com o gabinete do prefeito em 2015. Geraldo aproveitou para tentar desconstruir o discurso de Daniel em defesa do Uber, informando que o tucano é autor de um
projeto de lei que penaliza motoristas de transporte não autorizado de passageiros. João Paulo concentrou suas perguntas a Priscila e reforçou que o PSB integrou o governo do PT na administração da cidade ao rebater as críticas de Geraldo.

Primeiro bloco
Os três candidatos de oposição partiram ao ataque à gestão do prefeito Geraldo Julio, que manteve o mesmo tom. O socialista foi o primeiro a perguntar e escolheu João Paulo. Requereu a paternidade da Via Mangue, indagando por que a gestão do petista não conseguiu, em 12 anos, entregar a obra. “Você pegou um pedaço da obra para terminar e quer dizer que fez toda a obra. Você esquece que o seu vice também foi meu vice”, disse João Paulo. O clima esquentou quando, após indagar o prefeito sobre a não abertura do
Teatro do Parque, Daniel falou que o gestor não priorizou a cultura e
“preferiu” gastar R$ 26 milhões no gabinete. Geraldo afirmou que Daniel estava proibido de falar do assunto pela Justiça por ser uma “inverdade” e afirmou que o tucano gastava “o dobro” disso no gabinete de deputado federal “para não fazer quase nada”. Daniel leu a decisão judicial: “Eu não estou tratando com brincadeira, ele gastou sim”. Priscila foi quem mais aproveitou o tempo para elencar propostas e, ao falar de segurança, lembrou dos índices
de homicídios e estupros e fez uma crítica: “Não vimos o prefeito assumir a responsabilidade”.

Segundo bloco
O candidato do PT, João Paulo, foi o maior alvo dos questionamentos. Ele teve que explicar a atuação do seu governo, principalmente na educação. Mesmo quando formulou uma pergunta à candidata Priscila Krause sobre as condições das creches municipais, o petista ouviu dela críticas à sua gestão na prefeitura. A democrata disse que João Paulo não investiu os 25% obrigatórios na educação e que os índices de educação básica (Ideb) sempre foram ruins no
governo do PT.  João Paulo defendeu a gestão citando ações realizadas, como a compra de material escolar e capacitação de professores. O petista também foi questionado sobre a transparência no uso dos recursos públicos, mas limitou-se a dizer que o problema “permeia diversos partidos”. Daniel Coelho lembrou
os gastos na contratação do show de Sandy e Junior e os recursos destinado à Mangueira, quando a escola de samba fez homenagem ao Recife. Já Geraldo Julio discutiu sobre a legalização do Uber com Daniel, afirmando que o tucano é autor do Projeto de Lei 5.446/2016, que considera que as penas para o transporte de passageiros não autorizados são leves.

Terceiro bloco
Os candidatos da oposição “escantearam” Geraldo Julio. Apostaram na estratégia da dobradinha entre si, trocando perguntas construídas com críticas à gestão socialista, para deixar o prefeito sem conseguir responder a questionamentos e apresentar propostas. Geraldo respondeu a apenas uma pergunta feita por João Paulo, a respeito de qualificação profissional. Priscila foi a primeira a perguntar e se dirigiu a Daniel, questionando o tucano sobre a potencialidade turística da capital. Em seguida, João Paulo
pergutou a Geraldo, que aproveitou o tempo para reafirmar que Daniel apresentou um projeto de lei coibindo o transporte particular de passageiros. A terceira pergunta foi de João Paulo para Priscila, sobre os jovens de rua. Após responder que no Recife está ocorrendo o desmonte do Conselho Tutelar, Priscila recebeu a quarta e última pergunta, feita por Daniel. O tucano aproveitou o tempo para afirmar que foram investidos apenas R$ 6 milhões em
habitação no Recife em 2015, enquanto no gabinete do prefeito o gasto foi de R$ 26 milhões. Priscila respondeu que há déficit de 62 mil casas na capital.

Quarto bloco
Geraldo voltou ao alvo. Um dos pontos levantados foi a quantidade de promessas não cumpridas pela gestão. O assunto foi tema da pergunta feita por Priscila, que falou de mais de R$ 110 milhões em obras inacabadas no Recife. O prefeito alegou a crise que “parou o Brasil”, mas lembrou da conclusão da Via Mangue e do Hospital da Mulher. A democrata retrucou: “A crise existe, mas ela não pode ser desculpa para tudo”. O único que não dirigiu pergunta ao
socialista foi João Paulo que, novamente, optou por se dirigir a Priscila e criticou a ausência de políticas do socialista para os morros. O bloco também foi reservado para as considerações finais. Todos os candidatos, com exceção de Geraldo, destacaram que esta seria uma eleição de dois turnos. Priscila, destacou que “o primeiro turno é para votar naquele candidato em que se acredita”. Daniel e João Paulo pediram o voto destacando que ele seria fundamental para que chegassem ao segundo turno. O socialista optou pelo discurso da importância da continuidade de ações apesar da descrença da sociedade em relação à política brasileira.


Fonte: Diário de Pernambuco

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