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Governo Temer muda discurso e decide não minimizar o tamanho dos protestos

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O governo v uma distino nos grupos dos manifestantes. Foto: Ed Alves/CB/D.A Press

Depois de ter sido confrontado com vaias no último fim de semana, em diversas capitais brasileiras, no desfile de 7 de setembro em Brasília e na abertura dos Jogos Paralímpicos no Maracanã, o governo do presidente Michel Temer decidiu não minimizar o tamanho dos protestos. Mas vê uma distinção no grupo dos detratores: um, com motivos políticos, são os que se sentiram alijados do poder com o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff; o segundo seria composto por aqueles que estão sofrendo com a crise econômica e, mesmo sabendo que é uma herança do governo anterior, cobram do Planalto uma solução para seus problemas do cotidiano.

Segundo apurou o Correio, o primeiro grupo estava presente na Esplanada dos Ministérios durante o desfile cívico-militar e na Marcha dos Excluídos, que aconteceu em paralelo à solenidade. Para o Planalto, são manifestantes ligados ao PT e à esquerda, que manterão a disputa política até 2018, como parte de estratégia de oposição. “Estamos nos jogo político e precisamos lidar com ele. Sabemos que, qualquer coisa que fizermos, independente de dar certo ou não, será criticada por esse grupo. É do jogo democrático e temos de aprender a conviver”, resumiu um aliado do governo.

O outro grupo estaria representado no Maracanã e em outros ataques e críticas enfrentadas pelo governo. Seriam as pessoas que sofrem com a crise econômica, a inflação alta, o desemprego, a falta de crédito para os pequenos e médios empresários investirem. “Trazer esse pessoal para o nosso lado pode até ser mais fácil, pois não há uma incompatibilidade ideológica. Mas, para isso acontecer, precisaremos tomar as medidas amargas necessárias para colocar o país nos trilhos novamente”, afirmou o mesmo interlocutor.

O núcleo do governo admite que, em algum momento durante os protestos, os dois lados vão se unir nas ruas. Isso acontecerá, provavelmente, quando as reformas da Previdência e Trabalhista forem encaminhadas ao Congresso. Ou durante o debate, já próximo, sobre a limitação dos tetos de gastos da União.


Fonte: Diário de Pernambuco

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