Grito dos Excluídos pede moradia, educação e proteção a refugiados

Com faixas e gritos de ordem “Fora Temer”, foi aberto hoje, por volta das 11h da manhã, o 20º Grito dos Excluídos na Praça da Sé, no centro de São Paulo. Além do mote permanente “A Vida em Primeiro Lugar”, o ato deste ano tem como lema “Esse sistema é insuportável. Exclui, degrada e mata”.

O grito é organizado pelo Fórum das Pastorais Sociais, centrais sindicais e entidades ligadas aos movimentos sociais. “O grito, que este ano completa 22 anos em Aparecida, tem o objetivo de chamar a atenção para os problemas da falta de moradia, emprego, educação, imigrantes e refugiados”, disse o coordenador da Pastoral Operária, Paulo Pedine.


Ao discursar no ato, a deputada Luiza Erundina, candidata do PSOL à prefeitura de São Paulo, emocionou-se ao lembrar que a maioria dos excluídos na capital paulista é como ela, de origem nordestina. “Temos muitos moradores de rua nas cidades porque os governos nunca fizeram a reforma agrária”, afirmou.

Com voz embargada, Erundina pediu desculpas e justificou: “Esse assunto me toca muito porque também sou filha de camponeses”. Após discursos e manifestações culturais na Praça da Sé, no centro, haverá uma marcha até a igreja da Paz, no baixo Glicério, também na área central, que realiza um trabalho de acolhimento a imigrantes e refugiados.


Fonte: Diário de Pernambuco

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