Haddad diz que seu governo ainda é, 'em grande medida, desconhecido'

Haddad considera que o motivo do desconhecimento
Haddad considera que o motivo do desconhecimento o “cenrio poltico degradado”. Foto: Henrique Boney/Wikimedia/Reproduo

O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, candidato à reeleição, disse que mesmo depois de quase quatro anos de mandato seu governo ainda é “em grande medida desconhecido”. Segundo Haddad, o motivo do desconhecimento é o “cenário político degradado” e uma das consequências é a “reciclagem” de propostas por parte dos candidatos durante o debate Gazeta/Estadão/Twitter do último domingo.

“Meu governo é em grande medida desconhecido. Veja o que está acontecendo na propaganda eleitoral dos meus adversários, eles estão propondo o que eu já estou fazendo”, disse o prefeito, nesta segunda-feira, depois de uma caminhada pelo bairro do Jaguaré.

Indagado se teria se arrependido de cortar parte das verbas de publicidade, Haddad respondeu que não pois, em um ambiente político degradado, a população não acreditaria na propaganda. “Não me arrependo porque não parei obra. Era mais importante tocar as obras do que ficar fazendo propaganda em um momento em que ninguém estava acreditando em nada também, não adiantava ficar fazendo propaganda”, afirmou.

De acordo com Haddad, a degradação do ambiente político não atinge apenas o PT, principal alvo da Operação Lava Jato, mas toda a classe política. “O contexto político é muito ruim. O cenário político no Brasil está cada vez pior, está muito degradado. Para todo mundo. A avaliação do governo do PSDB está muito baixa também. É um momento difícil para a classe política” disse o prefeito.

Isso explicaria o fato de João Doria (PSDB) ter repetido várias vezes ao longo do debate de domingo que “não é político, é empresário”.

“(Doria fez a declaração) justamente para tentar escapar do problema que é comum a todo mundo. A população está com muita descrença na classe política em geral”, afirmou.

Haddad manteve a estratégia adotada nas últimas semanas de tentar atrelar os adversários Doria, Marta Suplicy (PMDB) e Celso Russomanno (PRB) a propostas impopulares do governo Michel Temer como a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 241, que cria um teto para gastos da União para os próximos 20 anos.

Nesta segunda-feira, embora tenha sido questionado sobre habitação, Haddad respondeu: “É muito importante que a população de São Paulo saiba que tem uma lei que o governo Temer está propondo que congela os gastos sociais por 20 anos. Essa lei vai comprometer todo o planejamento para a cidade de São Paulo independentemente de quem for o prefeito. E tem três candidatos, a Marta o Russomanno e o Doria que estão apoiando essa lei”.


Fonte: Diário de Pernambuco

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