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Hala Madrid: No pain, no gain

“Somar três pontos até mesmo nos dias ruins pode ser um fator determinante para alcançar o título. (…) é preciso saber sofrer”



GOAL Por Paulo Madrid


E o compromisso difícil esperado na estreia acabou aparecendo na segunda rodada, em pleno Bernabéu. O Real Madrid sofreu barbaridade para dobrar o valente e bem arrumado time do Celta de Vigo.

Ganhar dessa maneira não é a melhor opção, claro, mas é interessante perceber a progressão de um jogo como esse. Em um primeiro momento, espera-se uma vitória acompanhada de bom futebol. À medida que os minutos passam, torna-se perceptível que aquele não é um dia muito iluminado. Releva-se, pois, a apresentação abaixo da crítica – só enquanto a bola ainda está em jogo – e passam a valer pura e simplesmente os três pontos. Porque para ser campeão é preciso ganhar, quer seja no sol ou na chuva.

No primeiro tempo, o Madrid não conseguiu furar a excelente marcação do Celta. A melhor alternativa foram chutes de média distância, principalmente com Modrić, o melhor em campo. Na volta do intervalo, o espaçamento entre meio e ataque diminuiu. Kroos e Modrić se aproximaram mais da área e a equipe cresceu (ainda que pouco). Morata abriu o placar com um gol chorado. Curiosamente, o atacante jogou muito mais contra a Real Sociedad, partida em que não balançou as redes. Uma afronta à velha máxima de que “centroavante vive de gol”.

Zidane, dessa vez, mexeu bem. Lucas Vázquez e James (quem diria!) foram decisivos. O colombiano mostrou um empenho que eu já não esperava dele. Até foi ele quem roubou a bola na origem do lance do segundo gol. Dali, deixou com Vázquez, que teve paciência e inteligência para rolar na medida para Toni Kroos. O alemão bateu de primeira, com aquela precisão que lhe é peculiar, e correu para o abraço.

É humanamente impossível dar espetáculo em todos os jogos da temporada. Quando a técnica não funcionar, que funcione a raça e a vontade. Em um clube como o Real Madrid, convém lembrar ocasionalmente que talento e dinheiro por si só não bastam. Somar três pontos até mesmo nos dias ruins pode ser um fator determinante para alcançar o título. O próprio Zizou já deixou claro em reiteradas ocasiões: “é preciso saber sofrer”. No pain, no gain.


(Foto: Getty Images)

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Paulo Madrid. Não, não é uma licença poética. O nome vem de família mesmo. Sorte a minha. A coincidência gerou um interesse que, já desde muito cedo, desembocou em uma paixão. Madridista desde sempre, para sempre. ¡Hala Madrid y nada más!


Fonte: Goal.com

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