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Hala Madrid: Pé atrás

“Normalmente, um verão sem contratações no Real poderia ser tomado como um sinal de maturidade e bom planejamento. (…) O problema é que estamos enfrentando um regime de exceção”



GOAL Por Paulo Madrid


Em condições normais, um verão sem contratações no Real Madrid — exceção feita aos retornos de Morata e Asensio — poderia ser tomado como um sinal de maturidade e bom planejamento. Tendo já um dos melhores elencos do mundo, não havia mesmo muito a ser feito. Nem sequer o megalomaníaco Florentino Pérez conseguiu achar um jeito de gastar dinheiro.

O problema é que estamos enfrentando um regime de exceção. Foi oficializada a punição da FIFA. Esta fará com que jogadores eventualmente contratados pelo clube durante os próximos dois mercados de transferências só possam ser inscritos em competições oficiais a partir de janeiro de 2018. O Madrid levará o recurso até a última instância, o TAS (Tribunal Arbitral do Esporte), mas a absolvição parece bastante improvável. Eis que, assim, o que poderia ser uma virtude torna-se um risco. Os fatores, a seguir:

Coentrão
O português vive às voltas com questões disciplinares. Dentro de campo, é um jogador burocrático. Não compromete, mas também não acrescenta nada. Não vale a pena apostar nele uma segunda vez. Melhor seria trazer alguém mais jovem e com mais potencial para ser o reserva de Marcelo.

Nacho
Sempre que requisitado, o canterano cumpre bem o seu papel. É particularmente útil por atuar em qualquer das três posições da linha defensiva. Mas, em geral, recebe poucas oportunidades. Já manifestou seu desejo de sair para jogar com mais frequência, o que é absolutamente natural e legítimo. Por ora, Zidane convenceu-lhe a permanecer. Resta saber se a situação se manterá assim até 2018.



Coentrão: de peça sobressaliente a possível solução (Foto: Getty Images)

(O reserva de) Casemiro
O brasileiro é o único que não tem um substituto natural no elenco. É dizer, não há outro jogador no plantel com características semelhantes às suas. Provavelmente é Kroos quem atuará como primeiro volante em caso de ausência de Casemiro, mas o desempenho do alemão como “cão de guarda” na temporada passada foi realmente fraco. Ele está longe de ter tanta intensidade e senso de posicionamento quanto o camisa 14 na proteção à zaga. O time ganha qualidade na saída de bola, mas perde muito em solidez. É uma lacuna que pode causar problemas. E que só poderá ser preenchida em 2018.

James Rodríguez
Bateu o pé que queria ficar e brigar para recuperar seu espaço no time merengue. Foi-lhe dada a oportunidade. Mas se sua situação não mudar de figura em curto ou médio prazo, James pode começar a causar problemas por ser pouco utilizado, como o próprio Zidane já admitiu. Não vale o risco. Era mais interessante vender o colombiano e trazer alguém de “perfil baixo” e com características mais adequadas ao esquema de Zizou. James Rodríguez mostra imensa dificuldade de se encaixar no conceito de jogo do atual Real Madrid.



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Paulo Madrid. Não, não é uma licença poética. O nome vem de família mesmo. Sorte a minha. A coincidência gerou um interesse que, já desde muito cedo, desembocou em uma paixão. Madridista desde sempre, para sempre. ¡Hala Madrid y nada más!


Fonte: Goal.com

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