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Hala Madrid: tanto bate até que fura

O Real Madrid vinha aos trancos e barrancos, arrancando três pontos em horas derradeiras. Até que a casa, depois de muito tremer, caiu



GOAL Por Paulo Madrid


Não digam que eu não avisei. Ainda na semana passada, eu chamava atenção para a dificuldade de conseguir vitórias épicas. Coisa essa que, na verdade, qualquer pessoa em sã consciência é capaz de inferir. Ainda assim, o time merengue se fez de desentendido e seguiu aos trancos e barrancos, arrancando três pontos em horas derradeiras.

Até que veio o Villarreal, adversário mais qualificado do que os anteriores — vide sua quarta colocação na última temporada — e a casa madridista, depois de muito tremer, caiu. Foi o enésimo primeiro tempo preguiçoso, insolente e prepotente da equipe nesse princípio de temporada. Os jogadores pareciam ter absoluta certeza de que venceriam quando e como quisessem. O Villarreal, como bom submarino, foi sorrateiro e tirou proveito de um pênalti incompreensível cometido por Sergio Ramos. Mas o capitão já tem crédito para a vida inteira, então não vou me alongar na questão.

Até porque, de quebra, ele se redimiu ao fazer o gol de empate, com apenas três minutos de segunda etapa. O Madrid voltou do vestiário com outra postura depois da bronca que Zidane certamente deu no time durante o intervalo. Querendo jogar, marcando pressão, sufocando o adversário. Mas os primeiros 45 minutos sem dizer a que veio cobraram seu preço e a virada não saiu.

Vale ressaltar que o uso da expressão “casa caiu” anteriormente não é casualidade. Também não está atrelado apenas ao óbvio — o tropeço foi em casa. Em última análise, “casa caiu” diz principalmente da constatação de que a postura equivocada do Real Madrid se acentua ainda mais nas partidas disputadas no Santiago Bernabéu. O que, convenhamos, tem motivo. Porque jogar em casa “facilita” ainda mais o trabalho, então a preguiça e a soberba também crescem. Mas fazer sentido não torna isso nem remotamente aceitável. Em lugar nenhum do mundo. Nem em Madrid, nem aqui, nem na China.

Sem dúvida, o primeiro passo para se resolver um problema é detectá-lo. Nesse sentido, a coletiva pós-jogo de Zizou é animadora: “Não se pode conseguir sempre os três pontos no último momento. Empatamos em função do mal primeiro tempo que fizemos”.

Agora falta resolver o problema. É com você, Zizou. Que já a partir do próximo compromisso o time esteja disposto a jogar futebol durante 90 minutos, mais acréscimos.



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Paulo Madrid. Não, não é uma licença poética. O nome vem de família mesmo. Sorte a minha. A coincidência gerou um interesse que, já desde muito cedo, desembocou em uma paixão. Madridista desde sempre, para sempre. ¡Hala Madrid y nada más!


Fonte: Goal.com

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