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Indústria demitiu 1,420 milhão de empregados no período de um ano, diz IBGE

A indústria fechou 1,420 milhão de postos de trabalho no período de um ano, segundo os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O montante representa uma redução de 11% no total de ocupados no setor no trimestre encerrado em agosto ante o mesmo período de 2015.

O setor de Informação, Comunicação e Atividades Financeiras, Imobiliárias, Profissionais e Administrativas demitiu outras 996 mil pessoas, um corte de 9,4% das vagas no segmento em relação ao ano anterior.

A Construção dispensou 103 mil trabalhadores, queda de 1,4% no total ocupado, enquanto o Comércio, Reparação de Veículos Automotores e Motocicletas demitiu 279 mil funcionários, redução de 1,6% no pessoal ocupado.

O segmento de Agricultura, Pecuária, Produção Florestal, Pesca e Aquicultura dispensou 272 mil pessoas, recuo de 2,8% na ocupação e o setor de Outros serviços demitiu outros 23 mil trabalhadores, queda de 0,6% na ocupação.

Na direção oposta, houve aumento no número de empregados nos setores de Transporte, Armazenagem e Correio (188 mil vagas, avanço de 4,4% no total de ocupados no segmento); Alojamento e Alimentação (232 mil a mais, alta de 5,3%); Administração Pública, Defesa, Seguridade Social, Educação, Saúde Humana e Serviços Sociais ( 538 mil, alta de 3,5%) e Serviços Domésticos (151 mil a mais, alta de 2,5%).

Preocupação
A redução na ocupação na indústria mostra um cenário complicado, porque o segmento costuma começar as contratações nessa época do ano para dar conta das encomendas para o Natal, explicou Cimar Azeredo, coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE.

A indústria cortou 229 mil postos de trabalho no trimestre encerrado em agosto ante o trimestre imediatamente anterior, encerrado em maio. “A queda na indústria em pleno terceiro trimestre é mais complicado. É o momento em que a indústria começa a entrar num processo de aquecimento. Mas num momento em que há uma massa salarial menor, você não faz essa máquina funcionar. Se você tem a massa caindo, essa turbina não vai ligar”, justificou Azeredo.

A massa de renda média real dos trabalhadores ocupados está 3% menor do que há um ano, como reflexo tanto das demissões ocorridas no período como da redução no rendimento dos trabalhadores que permanecem empregados. “Infelizmente, a massa de rendimento hoje circulando no mercado é menor do que no ano passado. Isso significa menos gasto, menos consumo. É um ciclo vicioso. Menos rendimento, menos pessoas ocupadas, menos massa. Isso gera um gasto menor, pessoas dispensadas no comércio, que vai demandar menos da indústria”, explicou o coordenador do IBGE.

A renda média do trabalhador está 1,7% abaixo do que no mesmo período do ano passado, mas registrou ligeiro aumento em relação ao trimestre móvel terminado em julho: a renda saiu de R$ 1.996 em julho para R$ 2.011 em agosto. O movimento pode ser decorrente da demissão de trabalhadores com menores rendimentos, apontou Azeredo.


Fonte: Diário de Pernambuco

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