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Integrantes de movimentos sociais ocupam sede do TCU em Alagoas

Ato durou mais de uma hora; grupo deixou o local em direção ao Centro. MST diz que mobilização faz parte de movimento iniciado nesta segunda.

 

Trabalhadores rurais iniciaram uma série de mobilizações em Alagoas nesta segunda-feira (5). Pela manhã, um grande grupo saiu em caminhada da Praça Sinimbu, no centro de Maceió, até a sede do Tribunal de Contas da União (TCU), no bairro do Farol, onde realizaram uma ocupação por mais de uma hora.

Segundo o MST, a mobilização faz parte da Jornada de Lutas Unitária dos Trabalhadores e Trabalhadoras e Povos do Campo, das Águas e das Florestas, que ocorre a partir desta segunda em todo país. Os manifestantes voltaram para a Sinimbu, onde devem ficar acampados.

Segundo o movimento, cerca de 5 mil pessoas participam da manifestação. A Polícia Militar (PM) não informa o número de integrantes em protestos.

O ato cobra a liberação de medidas da reforma agrária, que segundo eles foram bloqueadas irregularmente pelo TCU, e também é contra o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), que eles chamam de golpe.

Organização afirma que há cerca de 5 mil pessoas no ato em Maceió (Foto: Marcio Chagas/G1)
Organização afirma que há cerca de 5 mil pessoas
no ato em Maceió (Foto: Marcio Chagas/G1)

“Exigimos o destravamento da reforma agrária, bloqueada irregularmente pelo TCU, a valorização das políticas de compra da produção agrícola, e a destinação de recursos para o desenvolvimento da agricultura familiar”, disse José Roberto Silva, da direção nacional do MST.

Por meio de nota ao G1, o TCU explica que constatou indícios de irregularidades em 31% dos benefícios concedidos pelo programa de reforma agrária, que poderiam causar prejuízos no valor de R$ 2,83 bilhões se o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) não corrigisse as falhas.

Ainda segundo a nota, "o TCU autorizou ao Incra que continue a conceder os benefícios do programa nos casos em que o órgão identificar que não há irregularidades" (leia a nota na íntegra ao fina do texto).

O coordenador do Movimento de Libertação dos Sem Terra (MLST), Djalma Pedro, falou que as mobilizações devem continuar. "Nós estaremos aqui hoje e amanhã e a depender do que for informado, iremos ocupar outros prédios do governo", falou.

Participam das mobilizações além do MST, a Federação dos Trabalhadores da Agricultura de Alagoas (Fetag-AL), a Comissão Pastoral da Terra (CPT), Movimento de Luta pela Terra (MLT), MLST, Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Movimento Terra, Trabalho e Liberdade (MTL), Movimento Unidos pela Terra (MUPT), Via do Trabalho e Terra Livre.

Os manifestantes informaram que querem ser recebidos pelo governador Renan Filho (PMDB) e pelos secretários de Estado que têm suas pastas envolvidas nas reivindicações.

Leia abaixo a nota do TCU na íntegra:
O Tribunal de Contas da União (TCU) informa que a manifestação dos movimentos sociais rurais na Secretaria de Controle Externo do Tribunal em Alagoas (Secex-Alagoas) ocorreu de forma pacifica e sem vandalismo. Os manifestantes já deixaram o local e o atendimento na Regional segue normalmente.

Uma das pautas do movimento está relacionada ao programa de reforma agrária, foco de fiscalização do TCU em abril deste ano ( Acórdão 775/2016 – Plenário) . O Tribunal identificou, por meio de cruzamento de dados, indícios de irregularidades em 31% dos benefícios concedidos pelo programa. O risco de prejuízos financeiros poderiam chegar a R$ 2,83 bilhões caso o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) – gestor do programa – não corrigisse falhas apontadas pelo TCU.

Entretanto, o TCU autorizou ao Incra que continue a conceder os benefícios do programa nos casos em que o órgão identificar que não há irregularidades.

Ocupação na sede do TCU é por tempo indeterminado (Foto: Márcio Chagas/G1)
Ocupação na sede do TCU é por tempo indeterminado (Foto: Márcio Chagas/G1)

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