João Paulo presta queixa após ser xingado em shopping do Recife


Candidato do PT à Prefeitura do Recife, João Paulo sofreu pela primeira vez, nesta campanha, os reflexos da intolerância que domina o ambiente político no Brasil e do desgaste enfrentado nacionalmente pelo partido. Ele se preparava para almoçar, num restaurante do Shopping RioMar, quando começou a ser xingado de “ladrão” pelo economista Bruno de Carli, 66 anos. Em imagens divulgadas nas redes sociais por internautas, o economista se desloca até João Paulo e procura agredi-lo fisicamente. Ele tenta bater em João Paulo e consegue atingir o ex-secretário de Governo Múcio Magalhães, que se coloca na frente do ex-prefeito. O economista ainda tenta agredir a ex-secretária de Comunicação Lygia Falcão.

Assim que a cena aconteceu, por volta das 13h30, as imagens começaram a ser repercutidas na internet, inclusive no exterior. João Paulo estava acompanhado de pessoas de seu núcleo de confiança quando a agressão aconteceu – um dia depois de o Grito dos Excluídos entoar o “Fora, Temer” no Recife e em outras capitais do país. “Ele chegou agredindo, dizendo que tinha ódio ao PT, que o PT deveria estar na lama, e partiu para a agressão”, contou João Paulo.

O ex-prefeito prestou queixas do ocorrido na Delegacia de Boa Viagem, onde foi recebido pelo delegado Joel Venâncio. O petista contou nunca ter sofrido uma agressão desse tipo e negou ter provocado o economista de alguma forma. Bruno de Carli, por sua vez, também compareceu à delegacia. Ele disse, em entrevista coletiva, que tinha sido “vítima” e afirmou ter um dossiê contra João Paulo, que estava no shopping “com a camarilha dele, com a quadrilha dele”. “Eu fui agredido, fui vítima. Este episódio está sendo usado por ele para jogar na propaganda política”, declarou.

Joel Venâncio frisou que, ao prestar depoimento, o economista afirmou odiar o PT e admitiu ter iniciado a agressão. “Eu mostrei as imagens ao senhor Bruno e ele confessou, na minha frente, que tinha agredido João Paulo”, declarou o delegado, que lavrou um Termo Circunstancial de Ocorrência, apontando o economista como autor dos crimes de injúria e ameaça.

Apesar do ocorrido, João Paulo manteve os outros três compromissos do dia. Já dois adversários na campanha, Geraldo Julio (PSB) e Daniel Coelho (PSDB), lamentaram a violência. “Sou contra qualquer tipo de violência e presto aqui minha solidariedade ao candidato João Paulo”, afirmou o socialista pelo Facebook. “Somos contra a violência. Campanha política se disputa nas ideias”, disse Daniel no Twitter.


Fonte: Diário de Pernambuco

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