Jovem que precisava de antirrábica no DF só encontrou vacina em Goiás

Ela tinha 24h para conseguir o rem
Ela tinha 24h para conseguir o remdio. Foto: Manuella Brandolff/ Palcio Piratini.

Uma estudante de 18 anos, precisou dirigir 93,9 quilômetros para conseguir tomar uma vacina antirrábica. Ela se feriu com uma agulha enquanto vacinava animais de estimação contra raiva. O incidente aconteceu por volta de 18h deste domingo. Depois do engano, ela procurou a rede pública de saúde para fazer o tratamento, mas a vacina antirrábica para uso humano está em falta na rede pública de saúde do Distrito Federal. A paciente só conseguiu o antídoto em Alexânia (GO), por volta de 1h30 desta segunda-feira.

A jovem correu contra o tempo para tomar a primeira dose do medicamento. Ela tinha 24h para conseguir o remédio. Mas o martírio ainda não terminou. Ela terá que tomar novas doses em três, sete, 14 e 28 dias, e o município do Entorno só tem mais duas doses. A estudante tem 11 gatos e quatro cachorros em casa. Foi durante a aplicação um dos cães se exaltaram e acidentalmente ela foi acertada com a agulha.

Depois do fato, a jovem procurou o Hospital Regional do Paranoá (HRPa) e foi informada que deveria procurar o Hospital Regional da Asa Norte (Hran). Lá ela foi consultada por um médico que receitou que ela tomasse a vacina antirrábica para uso humano. No Hran, ela foi informada que a medicação está em falta. Preocupada a tia da jovem, a servidora pública Vanessa negrini, 41 anos, procurou a imprensa.

“É um absurdo essa situação. A vacina tem que ser aplicada em no máximo 24 horas, uma vez que a raiva é mortal. Mas não tem (vacina) em nenhum hospital do DF”, reclamou. A família chegou procurar a 2ª Delegacia de Polícia (Asa Norte) para fazer ocorrência. Como tentativa, os parentes seguiram com a jovem para Alexânia (GO). O Correio procurou a Secretaria de Saúde que informou que está apurando o caso.

 

Resposta do governo 

A nota da Secretaria de Saúde sobre a suposta falta de vacinas destoa da preocupação infligida por funcionários do governo à estudante e à família dela durante a tarde de domingo e a madrugada de hoje. Diferente do que disseram à paciente em duas unidades de saúde pública do Distrito Federal, a assessoria de imprensa do órgão informou que há doses de vacina antirrábica disponíveis no HRAN.

Segundo nota enviada à reportagem do Correio, a direção do hospital tem vacinas disponíveis, mas “o esquema antirrábico humano é realizado em casos de mordedura de cão ou gato,  de acordo com as normas técnicas de profilaxia da raiva humana, definidas pelo Ministério da Saúde”. “Sobre a paciente V.N.N a direção esclarece que, como ela teve um acidente com a vacina canina, a orientação é observar a ocorrência de possíveis reações. A paciente deve procurar a Vigilância Epidemiológica no centro de saúde mais próximo de sua residência, onde terá acompanhamento e orientações adequados”. 

 

Vacinação

A primeira etapa da fase urbana da campanha de vacinação contra raiva foi realizada neste sábado (10/9) no Distrito Federal. As regiões foram divididas em dois grandes blocos. A primeira fase atende cerca de 21 cidades em mais de 200 postos. A segunda fase acontecerá em 17 de setembro e contemplará as 11 cidades mais populosas do DF.Na fase rural, realizada em 27 de agosto, foram imunizados aproximadamente 32 mil cães e gatos, ultrapassando a meta da Secretaria de Saúde. A expectativa é que, na fase urbana, a vacinação contra raiva atinja a meta de 270 mil animais imunizados.


Fonte: Diário de Pernambuco

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